CPFL: punições para a precarização

08 março 11:36 2010

Empresa é autuada pela GRT de Bauru. Excesso de jornada e  intrajornada são algumas das irregularidades punidas


Por duas vezes no mês de setembro a CPFL Energia foi autuada pela Gerência Regional do Trabalho (GRT) de Bauru por implementar medidas que precarizam as condições e o ambiente de trabalho dos trabalhadores daquela região.


As autuações foram resultados de denúncias encaminhadas pelo Sinergia CUT à GRT referentes ao excesso de jornada, intrajornada, entre outras irregularidades e que estariam acontecendo com frequência na empresa.


Entre os fatos relatados pelo Sindicato, estava a ocasião em que eletricistas foram submetidos a 20 horas de trabalho sem o descanso e também o consequente acidente sofrido por uma dupla de trabalhadores.


No dia 11 de setembro, a GRT fiscalizou os locais de trabalho da CPFL na região de Bauru e autuou a empresa por excesso de jornada, irregularidade na marcação de ponto e falta de cumprimento de descanso da intrajornada.


Cinco dias depois, a CPFL foi convocada pela GRT para apresentar documentos relacionados ao PCS, função dos trabalhadores, carga horária e a programação dos serviços. Por deixar de levar parte dos documentos solicitados, a empresa foi novamente autuada pelo preenchimento incorreto de cartão de ponto, DSR e jornada.


Denúncias já estão com o MPT e MPE
Com o objetivo de entrar com ação civil pública contra a holding  por colocar a vida dos trabalhadores e da população em risco,o Sinergia CUT protocolou as denúncias de precarização também no Ministerio Público do Trabalho (MPT) e no Ministério Público Estadual (MPE).


Sindicato busca diálogo para solucionar problemas
O Sinergia CUT elaborou pauta com diversos itens para esclarecimento e negociação em reuniões realizadas no início de setembro com a gerência de Call Center e Diretoria de Distribuição da CPFL. Entre os assuntos discutidos, estavam questões referentes ao Call Center,  escala da linha viva, intervalo para repouso e alimentação e jornada de trabalho no CO.


A empresa se comprometeu em resolver grande parte dos problemas apresentados. É o que esperam todos os trabalhadores da CPFL. E para breve.


Intransigência e retaliação
Para a reunião com a direção de RH, o Sindicato também havia preparado uma extensa pauta, mas o encontro não aconteceu. Tudo em represália a um Boletim de Ocorrência registrado por dirigentes sindicais impedidos de fazer assembleia em Ibitinga.Mais que uma retaliação, um desrespeito ao ACT e às Convençoes da OIT que garantem liberdade de organização sindicial.


 

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