Oficina define estratégias

08 março 11:37 2010

Durante dois dias de reunião, dirigentes definem quatro eixos que vão nortear a CS 2010


O Sinergia CUT esteve reunido nos últimos dias 23 e 24 de fevereirol para realizar a Oficina de Planejamento da Campanha Salarial 2010. O encontro reuniu em Campinas toda a direção do Sindicato e representantes e dirigentes sindicais. A realidade das empresas das datas-base março, abril, maio, junho e outubro foi amplamente discutida para melhor pautar as mesas de negociação deste ano.



Durante os dois dias, os principais problemas enfrentados pela categoria estiveram em discussão e transformados em eixos prioritários da CS 2010: Mais e Melhores Empregos, Salário e Renda; Energia e Desenvolvimento Sustentável com Controle Social e Organização Sindical.



Ajudaram a nortear as discussões palestras  realizadas pela área jurídica  do Sinergia CUT e pelo Dieese, além de dinâmicas realizadas em grupos de trabalho.



Mais uma vez, a campanha salarial dos energéticos deverá  superar a divisão da categoria em dezenas de empresas com diferentes datas-base. Mais: deverá preservar a capacidade de negociação e a disposição de luta, numa clara demonstração de união entre todos os trabalhadores. É assim que o Sinergia CUT traçou a estratégia e escolheu o mote da Campanha Salarial 2010, que trará novidades no campo da comunicação e mobilização dos trabalhadores.



Pesquisa
Durante a oficina, outro assunto de destaque foi a pesquisa aplicada em janeiro pelo Sinergia CUT. Realizada pela socióloga Ana Cláudia H. Meira, a pesquisa foi feita por amostragem,  revelando que entre as prioridades apontadas pelos trabalhadores estão aumento real dos salários e benefícios e melhora na PLR.



As respostas foram fundamentais na definição das estratégias para este ano e também mostraram mudanças no perfil dos trabalhadores. Uma delas é que existe um grande número de mulheres  jovens trabalhando no setor e que apenas  apenas 3,1% dos trabalhadores  são deficientes .



Pauta sindical em 2010
De passagem por Campinas, o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, compareceu ao segundo dia de oficina para saudar os companheiros do Sinergia CUT.



Aproveitou para lembrar os energéticos da agenda para este primeiro semestre, que é a pressão no Congresso pela redução da jornada e a importância de incluir a pauta sindical no cenário político.



Como exemplo de possíveis intervenções do movimento sindical, defendeu que o governo deveria exigir  contrapartidas de empresas ligadas à infraestrutura: ”Queremos fazer um grande debate com os fundos de pensão do Brasil. Traçar estratégias para que as empresas que recebem dinheiro público, ofereçam contrapartidas que garantam respeito a direitos dos trabalhadores, ao meio ambiente, etc. ”, exemplifica Artur.

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