CUT e o PAC 2

30 março 12:52 2010

Artur, presidente da Central, afirma que desenvolvimento exige barrar o retrocesso político e ‘democratizar os meios de comunicação’


Artur Henrique, presidente nacional da CUT os alarmistas e os opositores que, há menos de dois anos, estavam apostando todas as fichas num suposto ‘programa de aceleração da crise, torcendo para o quanto pior melhor””, inclusive planejando investir contra os empregos e os salários dos trabalhadores. Artur, ainda em referência aos alarmistas e opositores, afirmou que é preciso este ano evitar o retrocesso político, ou seja, impedir que esses mesmos grupos reocupem espaços de poder.


Artur falou em nome do movimento sindical e do movimento social, em Brasília, na cerimônia de lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2. Na opinião do presidente da CUT, à medida em que o PAC vai sendo implementado, o Brasil vai se inserindo na linha de construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável e de planejamento estratégico de longo prazo. ‘Isso porque o crescimento econômico no Brasil vai assumindo um novo significado, pois implica também geração de emprego e inclusão social’, disse Artur.


Ele afirmou ainda que, para continuar nesse caminho, é preciso destacar a dimensão pública do Estado. ‘Isso já vem acontecendo, mas ainda há uma grande lacuna, que é a necessidade de ampliar o controle social, inclusive no PAC, com representantes da sociedade civil organizada participando da gestão dos projetos e pensando a alocação de recursos a partir de preocupações sociais e ambientais, com garantia de contrapartidas tanto nos investimentos públicos quanto privados’, completou.


Diante de uma platéia repleta de empresários, Artur também questionou o conceito de competitividade. ‘Competitividade é discutir qualidade de vida: emprego decente, saúde, creche e harmonia nas cidades, entre outras questões’.


Em sua fala, Artur também lembrou que o desenvolvimento com justiça social exige também um novo padrão de comunicação de massa. Artur defendeu, à luz de resoluções aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, que haja ‘controle social da imprensa’.

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