A indignação é o sentimento coletivo na CESP

01 abril 09:45 2010

Sinergia CUT mobiliza trabalhadores da CESP para manifestação contra a situação criada pela empresa e a demora do julgamento do Dissídio


Atendendo à orientação do Sinergia CUT, desde o início da manhã do dia 26 de março, os trabalhadores da CESP participam de uma mobilização como forma de demonstrar a insatisfação pela demora na resolução do processo de Dissídio Coletivo do ACT 2009/2010. Fitas pretas com tarjas estão sendo distribuídas pelo Sindicato nos locais de trabalho. O protesto deverá ser mantido até o julgamento que ainda não tem nova data marcada.


Vale lembrar que já tem quase 10 meses que os trabalhadores da CESP esperam pela assinatura do ACT e reajuste. E, por três vezes consecutivas, o julgamento do processo foi retirado da pauta do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região em São Paulo. Durante toda a Campanha Salarial 2009, os trabalhadores da CESP exigiram que a empresa desse um tratamento digno e decente às suas reivindicações. Participaram de várias mobilizações, aprovaram greve e instauraram o estado de greve.


O  movimento era, principalmente, pela solução do impasse criado com relação às alterações realizadas na redação final do ACT negociado com o Sindicato e aprovado pelos trabalhadores em assembleias.


Diferente da atitude do Sinergia CUT e ciente de que os direitos e conquistas históricos dos trabalhadores estavam sendo ameaçados, outras entidades sindicais (Sindicato dos Eletricitários de SP e Sindicato dos Engenheiros) decidiram assinar o ACT alterado pela CESP com autorização do CODEC. Assim, dividiram e fragilizaram a categoria.


Para piorar ainda mais a situação e prejudicar o clima entre o pessoal da empresa, logo que o Acordo foi assinado pelas outras entidades, a CESP liberou o reajuste dos salários e benefícios (5,48%) para os trabalhadores ligados a tais sindicatos. Já os trabalhadores do Sinergia CUT, estão até agora à espera dos devidos reajustes.


E como prova de que a estatal não se cansa de prejudicar os trabalhadores, retirando dia a dia os direitos já consquistados pela categoria, a  CESP se negou a pagar até mesmo os custos correspondentes ao programa Bolsas de Estudo dos trabalhadores.


Vale recordar também que a negociação acabou indo para o Tribunal, conduzida pela direção da CESP e pelo governo do estado de São Paulo de maneira arbitrária e autoritária. Infelizmente, empresa e governo mantiveram o mesmo autoritarismo com o qual conduziram as negociações durante a Campanha Salarial 2009. Depois de duas audiências frustradas de tentativa de conciliação (a última ocorreu no final de outubro passado) e, sem acordo, o julgamento foi marcado e desmarcado por três vezes pelo TRT.

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