Privataria tucana em debate

14 maio 09:57 2010

Com um público aproximado de 100 pessoas, audiência sobre os 14 anos de privatização do setor energético aconteceu na quinta (13), na Alesp


Em parceria com Sindicato que representa os trabalhadores do setor de energia (SINERGIA-CUT) e com a Ftiuesp, o deputado estadual Rui Falcão (PT) convocou para a quinta-feira, (13), uma audiência pública na Assembleia Lesgislativa de São Paulo (Alesp) para debater a realidade em que se encontram as empresas energéticas paulistas após 14 anos do início das privatizações protagonizadas pelo governo PSDB.


Entre os presentes que compuseram a mesa estava o Deputado Estadual Antônio Mentor, o presidente do SINERGIA-CUT, Jesus Garcia, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas, Gentil Teixeira de Freitas e o presidente da Federação dos Trabalhadores Urbanitários do Estado de São Paulo, Djalma de Oliveira.
 
O Deputado Rui Falcão comentou a dificuldade dos parlamentares em fiscalizar as empresas após as privatizações. Ele ressaltou que pretende através de projeto de lei retirar a Companhia Energética de São Paulo (CESP) do rol de empresas a serem privatizadas. “Temos que aproveitar esse momento pré-campanha, pois, o governador está afirmando publicamente que não vai privatizar a CESP, por isso, temos que agir rápido para que não seja dilapidado mais um patrimônio dos paulistas”.


O presidente da Federação dos Trabalhadores Urbanitários do Estado de São Paulo, Djalma de Oliveira, apresentou um estudo em que fica constatado que a energia brasileira é 5º mais cara do mundo. E após as privatizações as taxas aumentaram em mais de 200% acima da inflação, além dessas empresas reduzir em até 45% o quadro de funcionários.


Segundo Djalma, as sucessivas privatizações não representaram avanço para o Estado. “Hoje pagamos tarifas muito altas, não é gerado emprego de qualidade e, São Paulo não reduziu sua dívida pública com o dinheiro captado através dos leilões dessas empresas”, afirma.
O presidente do SINERGIA CUT, Jesus Garcia, lembrou o grande número acidentes de trabalho ocorrido por conta da precarização do serviço. Ele atribui isso ao fato das empresas terceirizadas não cumprirem a legislação trabalhista.


Para Garcia, as empresas têm a obrigação de garantir o acesso universal da energia para polução, bem como gerar empregos de qualidade. “Não há justificativa para as empresas que foram privatizadas não cumprirem seus acordos, contrato em relação aos aposentados, reduzir seus quadros e não investir no setor, pois, de 2004 a 2004, essas empresas obtiveram um lucro líquido de 15 bilhões de reais”.   (Alexandre Gamón)

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