Conta de gás vai cair até 46,45% no interior de São Paulo

01 junho 17:13 2010

Tarifa terá redução máxima em 17 municípios, mas o recuo vai variar de acordo com a faixa de consumo, residencial e comercial; na Grande São Paulo, variação será de queda de 0,5% a alta de 1,3%


Tarifa terá redução máxima em 17 municípios, mas o recuo vai variar de acordo com a faixa de consumo, residencial e comercial; na Grande São Paulo, variação será de queda de 0,5% a alta de 1,3%


A conta de gás dos consumidores do interior de São Paulo vai cair até 46,45% a partir deste mês. No caso dos clientes da Capital e Grande São Paulo, as revisões nas tarifas vão depender da classe de consumo e podem variar entre queda de 0,5% e alta de 1,3%, conforme anúncio feito ontem pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp).



No caso da concessionária Gás Natural São Paulo Sul, que atende 17 municípios no interior do Estado, como Itu, São Roque e Sorocaba, cerca de 30 mil consumidores residenciais terão redução significativa, dependendo da faixa de consumo.


Para os clientes residenciais, com medição coletiva (prédios), o corte será de 46,45% na conta mensal. Quem consome até 16 metros cúbicos (m³), equivalente a um botijão de gás GLP, terá redução de 28,52%. Para consumo de até 30 m³, o recuo será de 36,98%.


As demais classes de consumo também serão beneficiadas pela revisão tarifária concluída semana passada pela Arsesp. Nesse processo, a agência analisa os resultados das concessionárias nos últimos cinco anos e faz um reequilíbrio das tarifas. O objetivo é repassar ao consumidor os ganhos e perdas de produtividade, além de definir o plano de investimento das empresas.


No caso do setor comercial, o repasse dos ganhos será um pouco menor, mas também expressivo. As reduções variam de 14% a 20%. Os clientes industriais terão cortes de 10% a 20% para quem consome entre 10 mil e 50 mil m³ de gás por mês. O menor recuo, de 0,3%, ficou para as grandes empresas que usam mais de 1 milhão de m³ de gás por mês.


Segundo a Arsesp, esse resultado foi decorrente da alta do preço do gás fornecido para a empresa, que praticamente anulou a redução de 30% determinada pela agência. O mesmo ocorreu com o gás veicular, que terá alta de 9,17%. O preço do gás vendido pela Petrobrás teve aumento de 12,22% (em dólar) e de 15,33% (em reais) em relação ao reajuste de dezembro de 2009. Como a margem das empresas é menor nessas classes de consumo, o reajuste do preço do combustível pesou mais.


Grande São Paulo. A Arsesp também anunciou ontem o reajuste anual das tarifas de gás canalizado da Comgás, a maior concessionária do País, com 780 mil consumidores em 67 cidades de São Paulo, inclusive a Capital e a Grande São Paulo.


Nesse caso, serão beneficiados por uma queda no preço das tarifas os consumidores residenciais que usam mais de 6 m³ de gás por mês e os industriais, na faixa entre 1 e 10 milhões de m³.


No primeiro, o recuo ficará entre 0,3% e 0,5%. No segundo, entre 0,17% e 0,33%. Os estabelecimentos comerciais terão alta entre 0,5% e 1,3%.


(Renée Pereira) 

  Categorias: