CS 2010: Negociação começa na CPFL

10 junho 20:50 2010

Depois de duas rodadas empresa apresenta primeira proposta com reajuste de 5,22%


Depois de duas rodadas sem qualquer avanço, a CPFL apresentou na terceira rodada de negociação, realizada na quinta (10), a primeira proposta de reajuste para salário e VA/VR: 5,22% (IPCA). O item econômico e outros assuntos só foram discutidos após intervenção do Sinergia CUT. A intenção da empresa era começar a negociação a partir dos dez tópicos propostos por ela na reunião passada, mas os dirigentes do Sindicato pediram tempo para que as entidades sindicais formulassem uma porposta de discussão apartir dos pontos de interesse comum.


A Política de Emprego foi um dos pontos prioritários. Enquanto o  Sindicato defende a redução do percentual de rotatividade e defesa do quadro mínimo, a empresa insiste em não renovar essa cláusula. O Sinergia CUT  enfatizou na mesa  que a CPFL deve reconsiderar essa posição e também a proposta de reajuste feita pelo Sindicato com correção dos salários, VA e VR pelo ICV Dieese, Aumento Real. “Destacamos que, com o crescimento da economia e o aumento da venda de energia elétrica, as empresas terão um elevado lucro em 2010, e por isso a empresa deve apresentar um percentual de aumento real que reflita esse bom momento”, afirma a direção do Sinergia CUT.


Em relação à NDV, a empresa está disposta a negociar. O Sindicato pleiteia a extensão para todos os trabalhadores e correção pelo índice de alimentação.


Outro ponto abordado nessa terceira rodada foi a Fundação CESP, discutindo entre outros pontos previdência, ampliação da rede credenciada e  AMH-O gratuita, assistência odontológica nos mesmos moldes da assistência médica e inclusão de medicamentos homeopáticos  e óculos no Reembolso. Mas a  CPFL apenas sinalizou intenção de avançar em relação à ampliação da rede credenciada.


Os representantes da empresa comprometeram-se a trazer resposta às reivindicaçõe na próxima reunião, agendada para a próxima quinta (17).



Luto
Ao final da reunião, a pedido do Sinergia CUT, foi realizado um minuto de silêncio pela morte de dois trabalhadores de empreiteiras, destacando a responsabilidade das empresas em zelar pela Saúde e Segurança dos trabalhadores.

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