Petrobras projeta crescimento de 9% na geração de energia elétrica até 2014

22 junho 09:57 2010

Setor de gás e energia da Petrobras receberá US$ 17,8 bilhões no período, segundo Maria das Graças Foster


A capacidade instalada de geração de energia elétrica projetada pela Petrobras deve crescer 9% até 2014. De acordo com o plano de negócios 2010-2014 da empresa, divulgado nesta segunda-feira, 21 de junho, o portfólio da estatal aumentará de 7.227 MW para 7.892 MW no período. A maior participação desse montante continuará sendo de térmicas e co-geração, que passarão de 5.997 MW para 6.437 MW, segundo o plano. A demanda projetada, no entanto, considera o despacho máximo das térmicas. Em 2014, a participação de fontes renováveis na carteira da empresa deve ser mantida em cerca de 1.090 MW. Já a participação internacional de geração deve chegar a 367 MW, contra os 137 MW atuais.


O setor de gás e energia da Petrobras receberá US$ 17,8 bilhões até 2014. De acordo com a estatal, esses investimentos serão destinados à consolidação da participação da Petrobras no mercado brasileiro de gás natural, além de assegurar flexibilidade para comercialização nos mercados termelétrico e não termelétrico.


Durante a apresentação do plano, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que o aumento da participação da Petrobras no segmento de geração está sendo estudada, mas depende da demanda estabelecida pela Empresa de Pesquisa Energética. ‘Vamos analisar o preço da energia e o valor que a oportunidade vai gerar para nós. Aí vamos ou não para leilão’, disse. Segundo ela, até 2014 devem ser agregados 35 milhões de metros cúbicos diários de gás na produção. No entanto, a Petrobras só investirá em térmicas a gás, caso exista demanda. ‘Não vamos construir uma térmica para ficar praticamente só o lastro’, destacou.


O plano de negócios 2010-2014 da Petrobras projeta US$ 224 bilhões de investimentos no período, contra US$ 174 bilhões previstos no plano antetrior (2009-2013). A projeção estabelece que 95% dos investimentos (US$ 212,3 bilhões) serão aplicados no Brasil e 5% (US$ 11,7 bilhões) no exterior. (Danilo Oliveira)

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