Furnas: trabalhadores aprovam ACT Nacional. Acordo específico precisará avançar nas conquistas

07 julho 12:04 2010

O Sinergia CUT realizou assembleias deliberativas nas localidades de Furnas em toda a sua base. Proposta aprovada!


“O melhor acordo dos últimos anos, com reajuste salarial de 6,31% e avanço nas cláusulas econômicas e sociais”. Assim foi definido pelas entidades sindicais o ACT Nacional do Grupo Eletrobrás. E os trabalhadores concordaram, uma vez que, nas assembléias realizadas nas diversas empresas em todo o país, a proposta final foi aprovada por ampla maioria da categoria.


“O ACT 2010 dos trabalhadores do Sistema Eletrobrás mostrou mais uma vez que a classe trabalhadora precisa estar muito bem preparada para a luta, capaz de debater com as empresas de forma igual, para assim avançar nas conquistas”, afirma o Comando Nacional Eletricitários (CNE), do qual faz parte o Sinergia CUT.


Mobilização: fundamental sempre
Desde o início, a campanha foi dura e desgastante. A holding endureceu nas negociações e demorou a reconhecer as reivindicações dos trabalhadores. Diante disso o CNE, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e os sindicatos organizaram paralisações de grande repercussão em todo país, fazendo valer o instrumento maior de luta.


A pressão exercida pelos trabalhadores fez a Eletrobrás avançar na proposta, que foi aprovada nas seguintes empresas do Grupo:Furnas,  Chesf, Eletronorte, Eletrosul, CGTEE, Eletrobras, Eletronuclear, Cepel, Eletroacre, Ceal, Cepisa, Ceron, Boavista e Amazonas.


PCR justo a todos


É importante lembrar que na última reunião com a direção da Eletrobras foi assumido o compromisso pela Holding de realizar uma reunião na segunda quinzena de julho para discutir o PCR.


“Não abrimos mão de um PCR justo e para todas as empresas, que contemple reivindicações históricas dos trabalhadores e trabalhadoras de cada empresa. Não admitiremos um plano imposto sem uma negociação ampla com as entidades sindicais, por isso consideramos fundamental a participação dos trabalhadores nas discussões sobre o PCR”, afirma o CNE.


O Comando já enviou carta à empresa solicitando um calendário de negociação do PCR.

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