Grito dos Excluídos leva milhares às ruas

09 setembro 18:27 2010

Neste ano, atividade aconteceu em conjunto com a campanha do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra


No Dia da Independência, 7 de setembro, entidades dos movimentos social e sindical saíram às ruas para participar da 16ª edição do Grito dos Excluídos. O tema escolhido para este ano foi “A vida em primeiro lugar, onde estão os seus direitos”.


O Grito dos Excluídos, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização em três sentidos: denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome e propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.


Neste ano, a atividade aconteceu em conjunto com a campanha do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. A CUT e as entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo estão mobilizadas desde o dia 1º de setembro para junto à sociedade brasileira organizar o Plebiscito que irá decidir se o Brasil deve incorporar na sua Constituição um novo inciso no artigo 186 (que trata da função social da terra) para limitar o tamanho máximo da propriedade em 35 módulos fiscais.


As organizações do Fórum compreendem que limitar a propriedade da terra é uma medida que assegura a justiça social e ambiental no país.


A votação vai até o dia 12, mas o abaixo-assinado, que circulou junto com a votação, continuará em todo país até o final deste ano.


CUT presente no Grito dos Excluídos


Alagoas – A atividade aconteceu no interior do Estado, no município de Murici. O objetivo foi chamar a atenção da população e das autoridades constituídas para as condições de miséria e falta de perspectivas das famílias de desabrigados das enchentes de junho deste ano, que assolaram praticamente todas as cidade dos Vales do Mundaú e Paraíba, na Zona da Mata de Alagoas.


Cerca de mil pessoas participaram da manifestação. Os manifestantes se solidarizaram com as famílias atingidas pelas enchentes e cobraram do governo federal e estadual mais agilidade na construção de casas para as famílias que estão morando em abrigos improvisados e barracas de lona.


Distrito Federal – Movimentos sociais de todo o país aproveitaram o desfile de 7 de Setembro em Brasília para pedir apoio da população à campanha pelo limite da propriedade da terra.


Minas Gerais – O Grito dos Excluídos levou milhares de pessoas às ruas de Belo Horizonte. Dirigentes e militantes da CUT e de outras 27 entidades se concentraram no pátio da Assembleia Legislativa e saíram em passeata até a Praça Sete, na Região Central da capital mineira, onde cantaram o Hino Nacional. Depois, todos ocuparam o Pirulito, monumento/obelisco que marca o centro geográfico de BH.


Durante a concentração e passeata, foram colhidos votos da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra.


Pernambuco – Cerca de cinco mil participantes foram às ruas de Recife. Mais uma vez, o grupo se concentrou na Praça Oswaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, em direção ao Pátio do Carmo, no bairro de São José, pela Avenida Dantas Barreto.


Com faixas de protesto, diversos grupos lembraram momentos marcantes de discriminação este ano. Um dos gritos que mais chamaram a atenção é a dos que condenam os ‘fascistas de São Paulo’, em referência à discriminação sofrida pelas vítimas das chuvas da Mata Sul, em junho deste ano, por integrantes de redes sociais que faziam parte da comunidade ‘Eu Odeio Nordestinos’.


Rio Grande do Sul – A manifestação no RS partiu do Largo Glênio Peres, percorreu as ruas do centro de Porto Alegre e terminou no início da tarde, no Espelho d’água, no parque da Redenção. A 16ª edição do Grito dos Excluídos resgatou as condições reais e efetivas da vida, denunciando todas as formas de injustiças promovidas pelo sistema capitalista implantado em nosso país, que causa a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta.


Rio de Janeiro -O Grito dos Excluídos no Rio de Janeiro reuniu uma verdadeira multidão que tomou conta da pista central da Avenida Presidente Vargas, assim que terminou o desfile oficial. A diversidade de movimentos sociais representados marcou a caminhada que saiu da esquina da Rua Uruguaiana com a Presidente Vargas, ultrapassando os limites da Central do Brasil. A presença do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RJ) e da Campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso!” era visível, durante todo o trajeto, nas faixas, camisas, bandeiras. (William Pedreira) 

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