Cesta básica sobe em 14 de 17 capitais, diz Dieese

04 outubro 14:57 2010

O valor médio da cesta básica subiu em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em setembro na comparação com agosto. Os maiores aumentos foram registrados em Salvador (3,67%), Rio de Janeiro (3,62%) e Vitória (3,39%).


Em São Paulo, o valor da cesta básica teve alta de 2,30% na comparação entre os dois meses. Com isso, seu preço médio na capital paulista atingiu R$ 241,08, perdendo apenas para o preço da cesta em Porto Alegre, que em setembro somou R$ 243,73, 1,17% mais alto do que em agosto.


Foi registrada queda do valor da cesta em setembro ante agosto apenas em três capitais pesquisadas pelo Dieese – Natal (-1,28%), João Pessoa (-1,13%) e Aracaju (-0,80%). As cestas mais baratas foram encontradas em Aracaju (R$ 173,56), João Pessoa (R$ 181,23) e Fortaleza (R$ 185,12).


No acumulado de janeiro a setembro deste ano, os maiores aumentos foram registrados em Goiânia (14,02%), Recife (12,19%) e Salvador (9,07%). Nesse período, apenas em Brasília o preço acumulou queda, de 2,80%. Em São Paulo, houve aumento de 5,65%.


Em 12 meses – de outubro de 2009 a setembro de 2010 – os maiores aumentos foram registrados em Goiânia (20,06%), Recife (7,72%) e Fortaleza (7,33%). Em São Paulo, o aumento acumulado no período ficou em 4,87%. Houve queda em Brasília (-1,03%), Porto Alegre (-0,87%), Vitória (-0,30%), Florianópolis (-0,24%) e Rio de Janeiro (-0,05%).


Óleo, carne e pão são destaques de alta na cesta básica
O Dieese informou que os alimentos que compõem a cesta básica apresentaram aumentos generalizados. O óleo de soja, por exemplo, ficou mais caro em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo órgão em setembro na comparação com agosto. O maior aumento, de 9,83%, foi registrado em Salvador. Apenas em Natal o preço do produto registrou queda, de 2,39%. No acumulado dos últimos 12 meses, o preço do óleo subiu em 13 capitais, lideradas por Goiânia (21,54%).


‘A demanda internacional pela soja foi a principal causadora do aumento no preço do produto, mas outra explicação para isso foi o estoque mais reduzido’, explicou o Dieese em comunicado.


A carne e o pão, por sua vez, subiram em 15 capitais, de acordo com o Dieese, entre agosto e setembro. Nessa base de comparação, o maior aumento da carne foi registrado no Rio de Janeiro (8,31%). Em 12 meses, a carne subiu de preço em todas as 17 capitais pesquisadas, com o aumento mais expressivo, de 34,20%, observado em Goiânia.


Segundo o Dieese, a queda das exportações de carne em decorrência da crise financeira internacional ‘fez com que, para reduzir custos, os produtores abatessem boa quantidade de matrizes, causando a falta de bois, neste momento, para atender os mercados interno e internacional’. Outro motivo levantado pelo órgão foi o efeito prejudicial da estiagem sobre os pastos.
O maior aumento do pão na comparação mensal, por sua vez, foi registrado no Rio de Janeiro, de 3,77%. Em 12 meses, o alimento ficou mais caro em 15 das 17 capitais, com destaque para Vitória (10,97%). ‘A redução da produção brasileira obrigou a aumentar a importação de trigo, matéria-prima do pão’, explicou o Dieese.


São Paulo


Em São Paulo, oito produtos da cesta ficaram mais caros em setembro frente a agosto. Foram eles: carne (5,70%), óleo de soja (5,33%) tomate (3,86%), pão (3,49%), farinha de trigo (2,25%), banana (1,84%), café (1,31%) e açúcar (0,55%). As reduções de preços foram lideradas por batata (-8,70%), feijão (-3,98%), manteiga (-1,18%), arroz (-0,98%) e leite (-0,43%). (Marcílio Souza)


 

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