Domingo é dia de decidir

06 outubro 17:57 2010

Brasileiros vão às urnas escolher qual modelo de País desejam para os próximos anos


Não há duvida de que o Brasil se transformou em outra nação nos últimos oito anos. A decisão do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva de acreditar na capacidade dos brasileiros permitiu ao país deixar o papel de mero coadjuvante para se tornar um protagonista no cenário mundial.


Um exemplo prático disso foi a aposta na força do mercado interno durante a crise financeira, por meio da diminuição dos impostos e da concessão de crédito através do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e dos bancos públicos que o governo anterior ainda não havia conseguido privatizar. Com isso, o Estado retomou o papel de indutor do desenvolvimento e o impacto da recessão, que afetou todo o mundo, foi menor por aqui.


Além disso, a geração de empregos – mais de 14 milhões –, foi recorde, e programas sociais como o Bolsa Família, o Luz para Todos e os Territórios da Cidadania permitiram a ascensão de cerca de 30 milhões de brasileiros. Desde 2003, mais de 20 milhões de brasileiros deixaram a condição de miséria.


Outro ponto importante foi a abertura do diálogo com a sociedade civil. Ocorreram 72 conferências nacionais que apontaram propostas para diversos segmentos da sociedade como mulheres, segurança pública, comunicação , LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e igualdade racial.


Mas, é provável que tudo isso não seria suficiente para alavancar a qualidade de vida se não houvesse a manutenção da política de valorização do salário mínimo, conquistada pela classe trabalhadora e mantida pelo governo Lula mesmo durante o período de dificuldade financeira, quando muitos empresários queriam o contrário.


A Central Única dos Trabalhadores defende a manutenção de um modelo de País soberano e inclusivo que faça a opção pelo crescimento com distribuição de renda. Para isso, é imprescindível que esse progresso venha acompanhado da valorização do trabalho, da inclusão social e de um Estado democrático com caráter público e participação ativa da sociedade, eixos que compõem a Plataforma da Classe Trabalhadora para as Eleições 2010 que lançamos em todo o Brasil.


Definidos os eleitos, voltaremos à capital federal, aos estados e municípios para cobrar de governos e parlamentares políticas para a realização dessas propostas e o avanço em temas muito importantes para a classe trabalhadora como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, a atualização dos índices de produtividade da terra, a PEC do trabalho escravo, a ratificação da Convenção 158 da OIT, entre outros.


Para a CUT, é fundamental que você escolha candidatos comprometidos com a classe trabalhadora, inclusive nos parlamentos, onde senadores e deputados federais e estaduais votam leis que afetam diretamente nossas vidas e podem apoiar ou barrar as medidas apresentadas pelo presidente e pelos governadores.


Não podemos permitir a volta daqueles que mergulharam o Brasil no atraso, na década de 1990.


Ao lado de outros setores da sociedade brasileira, a classe trabalhadora lutou durante mais de 20 anos contra a ditadura militar para poder eleger seus representantes. Muitos perderam a vida nessa batalha.


Portanto, decida com muita responsabilidade quem escolherá porque você faz a diferença. E não se esqueça de levar um documento com foto para votar.


Boas eleições.

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