Copa de 2014 terá programa de combate à exploração sexual infantil nas cidades-sede

08 outubro 11:13 2010

A formação de 390 agentes multiplicadores dos setores público e privado para desenvolver ações destinadas a inibir a exploração sexual de crianças e adolescentes nas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 é uma das metas do Programa Turismo Sustentável e Infância, que encerra nesta quinta-feira (7), em Brasília o seu Encontro Preparatório Nacional – Oficinas Pró-Copa.


O programa é uma iniciativa do Ministério do Turismo (MTur) em parceria com o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB). O encontro reuniu durante dois dias representantes das 12 cidades-sedes e da subsede João Pessoa para discutir com representantes do governo e do setor de turismo as ações a serem desenvolvidas antes e durante a Copa do Mundo, quando o Brasil deverá receber cerca de 600 mil turistas estrangeiros, na prevenção e no combate à exploração sexual de crianças e jovens.


A ideia é mobilizar os agentes multiplicadores por meio de 13 oficinas a serem realizadas nas cidades que sediarão o Mundial de 2014. Esses agentes trabalharão respaldados pela matriz de responsabilidades resultante das discussões do encontro, que tem a participação de organizações não governamentais (ONGs), empresários do turismo e representantes da instituição Rede da África Austral contra o Tráfico e Abuso de Crianças (Santac, na sigla em inglês), que apresentou o trabalho desenvolvido na Copa do Mundo deste ano, na África do Sul, contra o turismo sexual.


Segundo o coordenador do Centro de Excelência em Turismo (CET/UnB), professor Neio Campos, o Programa Turismo Sustentável e Infância entra agora na sua terceira fase. A primeira foi de discussão da metodologia e formação da rede de colaboradores e a segunda se consolida com a realização de seminários e formação de multiplicadores em todo o país. Agora, o programa entra na etapa de realização de oficinas nas cidades-sedes da Copa de 2014, com a participação de empresários e profissionais de turismo, representantes de bares e restaurantes, além de guias e agências de viagens.


“O maior resultado que podemos obter, com essas iniciativas de prevenção contra o turismo sexual, é mudar a imagem do país, que muitas vezes, ainda, distorcidamente, é visto lá fora como um país que permite a licenciosidade. E nós sabemos que há um grande esforço da Embratur [Instituto Brasileiro de Turismo] para mudar essa imagem, mostrando que somos um país que temos alegria e um jeito muito descontraído de viver, mas sabemos que criança e adolescente são cidadãos de plenos direitos e têm que ser preservados na sua integridade”, disse Neio Campos.


O diretor do CET/UnB acrescenta que, com o projeto, o órgão espera dar uma grande contribuição para “mudar esse quadro, que infelizmente ainda existe, de exploração sexual de crianças e adolescentes”. Campos destaca a participação no encontro de representantes do Comitê Organizador da Copa de 2014 para a elaboração das propostas que serão discutidas nas oficinas a serem realizadas nas cidades-sedes do Mundial de Futebol. (Agência Brasil)

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