La Niña custará caro ao consumidor de energia

15 outubro 13:46 2010

O custo para manter as usinas termelétricas ligadas neste ano para poupar os níveis dos reservatórios somará R$ 500 milhões, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esse valor, repassado nas contas de luz, pode subir ainda mais caso essas usinas tenham que permanecer ligadas após o período previsto, de maio a novembro.


Essa possibilidade é admitida pelo diretor-geral do ONS, Hermes Chipp. Ele explicou que o período seco — com menos chuvas — foi mais rigoroso neste ano, devido ao fenômeno climático La Niña.


Outro fator que vem reduzindo o nível dos reservatórios ao menor patamar desde 2001, ano do apagão, é o forte crescimento da demanda por energia elétrica. Chipp projeta que o consumo vai crescer, pelo menos, 8% este ano.


“Existe a possibilidade de acionarmos as térmicas depois de novembro. Nosso planejamento é feito no curto prazo, e teremos que esperar o comportamento das chuvas ao longo deste mês. Desde setembro, a situação vem melhorando muito”, afirmou Chipp, em entrevista coletiva ontem.


As usinas termelétricas geralmente são acionadas nessa época do ano para preservar os níveis dos reservatórios. Gerar energia térmica custa mais caro do que a usina hidrelétrica, que usa a água dos reservatórios. Daí o custo adicional que é embutido aos consumidores. Chipp descartou o acionamento de usinas termelétricas movidas a óleo, cuja geração é ainda mais cara do que as que as movidas a gás ou biomassa. Em 2008, boa parte dessas usinas foram ligadas, acarretando um custo adicional de R$ 2,3 bilhões. 


Em 2009, esse valor somou R$ 130 milhões, bem menor devido ao fato de ter chovido bem mais e os reservatórios não estarem mais vazios. No sistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do País, 47% deles estão preenchidos. O nível de segurança mínimo previsto para novembro é que 39% dos reservatórios da região estejam ocupados. (Da Folhapress)


Setor elétrico se reúne para planejar a Copa


O grupo de trabalho montado pelo governo federal para cuidar do setor energético para a Copa no Brasil teve sua primeira reunião ontem. Foi decidido que oito forças-tarefas serão montadas para apontar diagnósticos e monitorar obras nas 12 cidades que sediarão os jogos.


Um plano de ação ficará pronto até junho de 2011, garantiu o governo. Até lá, o grupo vai avaliar como está a rede elétrica nas 12 cidades e avaliar a necessidade de obras.


Segundo o secretário de Energia do ministério, Ildo Grüdtner, o grupo estará também encarregado de “solucionar impasses ambientais” que surgirem com obras para a Copa.


A Copa no Brasil vai acontecer em 2014 em 12 capitais: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Natal, Salvador, Recife, Manaus e Fortaleza.


Grüdtner afirmou que o governo do Rio de Janeiro já pediu que o grupo de trabalho passe a avaliar os reforços necessários também para a Olimpíada de 2016, evento que será sediado nas capital carioca.

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