Mais de 22% da população não conhece impostos que paga

27 outubro 15:30 2010

Do total da população brasileira que paga imposto, cerca de 22,5% não sabe identificar o nome de pelo menos um tributo específico.
A constatação faz parte do levantamento encomendado pela Esaf (Escola Superior de Administração Fazendária), do Ministério da Fazenda, e intitulado de “Pesquisa de Percepção da Política Fiscal Brasileira”. Foram 2.016 entrevistados em 336 municípios do País.


Já entre os impostos mais citados, com uma larga vantagem frente aos outros, está o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana ), com 47,8% das menções. Em seguida aparece o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores ), com 25,4%, e o IR (Imposto de Renda), com 25,3%.


Pagamentos


Uma parcela de 69% da população brasileira declarou espontaneamente pagar algum tipo de imposto no País. Na comparação por regiões, os entrevistados do Centro-Oeste foram os que mais declararam o pagamento, com 75,8% de afirmações.


A seguir estão os contribuintes das regiões Sul (70,4%) e Norte (69,9%). O Sudeste e o Nordeste foram as regiões que menos atestaram número de pagadores, com 68,3% e 67,1%, respectivamente.


O percentual de indivíduos que paga impostos sobe de 69% para 84,9% na pesquisa estimulada, com os nomes dos tributos. Ainda assim, 14,9% dos entrevistados disseram não pagar impostos.


Nessa base comparativa, os cidadãos slots da região Sudeste foram os que mais declararam o pagamento, com 90% das afirmações. Em seguida aparecem os contribuintes do Centro-Oeste (88,9%) e do Sul (82,5%). Norte (79,7%) e Nordeste (78%) são os últimos.


Considerando os impostos pagos, na base estimulada, o IPTU (64,40%) e o IPVA (48%) aparecem novamente nas duas primeiras posições, embora o ICMS (47,80%) assuma o terceiro posto.


Não pagam


Quanto aos entrevistados que disseram não pagar impostos, sua base é formada por desempregados, aposentados, informais e estudantes.
A maioria desse grupo está localizada na região Nordeste, com 31,5% dos casos. Os contribuintes do Sudeste (31%) e do Norte (28,8%) aparecem na sequência.

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