Ato de mulheres reúne 2 mil no centro de SP

29 outubro 17:24 2010

São Paulo – Ativistas de diversos partidos e sindicatos encontraram-se na quarta-feira (27) na Praça do Patriarca, centro de São Paulo, para manifestar apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Com uma imensa maioria de mulheres, a passeata partiu de ruas próximas à praça e percorreu vias da região.


Segundo as organizadoras, 2 mil pessoas participaram do ato, que terminou na Praça da República. Os integrantes da Polícia Militar que acompanharam a caminhada não informaram estimativa de participantes.


Organizado pelo comitê ‘Somos todas Dilma’, ato destacou a liderança de mulheres de diferentes partidos que compõem a coligação de apoio à candidata governista. Marta Suplicy (PT), ex-prefeita de São Paulo e senadora eleita pelo estado, Maria Elvira e Jandira Feghali, ambas deputadas federais eleitas por PMDB e PCdoB, respectivamente, foram citadas.


Marta Suplicy destacou a importância das manifestações em favor da Dilma e das mulheres. A senadora eleita considera o momento é muito importante por considerar que as mulheres sempre tiveram de lutar para chegar ao poder. ‘Simbolicamente, a passeata mostra que nós, mulheres, estamos contentes, orgulhosas e esperançosas pela diferença que uma mulher vai fazer comandando o país’, aposta.


Diversos jingles da campanha da candidata do PT foram executados em um carro de som durante a caminhada. ‘Dilma Lá’, uma paródia de ‘Lula Lá’, forte marca da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1989, foi um dos mais repetidos. Os manifestantes entoaram palavras de ordem, como ‘Dilma sim, Dilma sim, porque eu não penso só em mim’.


Do alto do carro de som, representantes do movimento discursaram em favor de Dilma Rousseff. Entre estes, Lídia Correa da Silva, do Partido Pátria Livre, e Juvândia Moreira, presidente do Sindicato dos Banários de São Paulo, Osaco e região.


Ambas defenderam a importância da continuidade do governo com a eleição da candidata petista, destacando como o regresso a mais um governo tucano prejudicaria o atual crescimento do país. ‘Nós mulheres não queremos o retrocesso, não queremos mais o tempo da terrível privatização, da quebradeira da indústria’, disse Lídia Correia.


Juvandia lembrou o papel fundamental das políticas de Lula para impedir que o Brasil fosse afetado pela crise econômica mundial, desencadeada nos Estados Unidos em 2008. Ela destacou o papel das empresas públicas, principalmente dos bancos, que garantiram a estabilidade financeira. ‘Precisamos de continuidade deste governo, das políticas de inclusão social e desenvolvimento econômico que o Governo Lula iniciou. Já como candidata Dilma vem rompendo com o paradigmas. Nós, mulheres trabalhadoras, estamos com Dilma’, declarou.
(Guilherme Amorim)

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