Sistema Interligado Nacional (SIN) registra aumento de 8,3% no consumo de energia em 2010. Recorde, segundo ONS

06 janeiro 10:00 2011

Subsistema SE/CO, que concentra 60% da carga nacional


O Sistema Interligado Nacional registrou crescimento de 8,3% na carga do ano de 2010, que chegou a 56.577 MW médios, o que é considerado o maior nível da história, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico. A retomada da indústria associada a compra de equipamentos eletroeletrônicos e as altas temperaturas impulsionou o consumo de energia no país. Em dezembro, a carga do SIN teve variação positiva de 6,3%, ficando em 58.076 MWmed.


No mês passado, a carga teve um comportamento considerado atípico pelo ONS, pois fechou em alta de 1% na comparação com o novembro, o que contraria o comportamento sazonal histórico. Segundo o operador, o comportamento é explicado principalmente pelo comportamento da produção industrial, que embora tradicionalmente apresente redução nessa época do ano, se manteve elevada para atender o aumento esperado das vendas do Natal.


O subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que concentra 60% da carga nacional, registrou alta de 8,9% no ano, com 35.008 MWmed. O ONS salienta ainda que o desempenho foi influenciado pela integração ao subsistema de Acre e Rondônia. A região teve variação positiva de 8% na carga no mês de dezembro. Com relação ao mês de novembro, o crescimento do mês passado foi de 2,3%.


A região Sul terminou o ano com alta de 6,5% na carga. Em dezembro, a carga teve variação positiva de 5% em comparação ao mesmo mês anterior. Em relação ao mês anterior, houve variação de 0,6%. Na região Nordeste, a carga teve alta de 8,5% no ano. Contudo, o crescimento em dezembro ficou em 1,4%, quando comparado com o mesmo mês anterior. Mas houve queda de 3% em relação a novembro. Os índices foram afetados pelo desligamento de um consumidor livre da Rede Básica que tem cerca de 1% da carga do subsistema.


No Norte interligado, a carga registrou alta de 7,1% no ano. A carga da região somou alta de 5,1% em dezembro, em comparação ao mês anterior. Em relação a novembro, verifica-se uma variação negativa de 1,2%. (Alexandre Canazio)

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