Defeito em equipamento põe segurança em xeque

04 fevereiro 11:10 2011

Pouco tempo depois do forte marketing para a entrega dos novos caminhões da linha viva, com equipamentos considerados de “última geração”, a Cemig foi surpreendida por um defeito na cesta aérea instalada nos veículos pela empresa Ritz. A falha colocou em risco a vida de eletricistas que usaram o equipamento.


Os caminhões foram repassados aos trabalhadores da linha viva, no Anel Rodoviário, no segundo semestre de 2010, numa cerimônia com a presença de diretor da empresa, superintendentes e gerentes. Mas tão logo começaram a usá-los, alguns eletricistas viveram momentos de pânico. Por quatro vezes, em quatro veículos diferentes, a corrente de ligação da cesta aérea se rompeu e causou instabilidade da caçamba. Os eletricistas ficaram balançando de um lado para o outro, com grande risco de serem jogados para fora e até sofrerem choque elétrico fulminante se o equipamento tocasse a rede energizada.


A Cemig só decidiu suspender o uso do equipamento e mandar a Ritz fazer o recall após quatro acidentes. Vários trabalhadores relataram que a empresa relutou muito antes de reconhecer o problema. “Diziam que era erro humano, manobra errada que fazíamos no comando dos veículos. Um ou mais de nós poderiam sofrer um acidente fatal. Quem foi vítima viveu momentos de pânico”, desabafou um eletricista da linha viva.


A Gerência de Transportes da Cemig foi procurada pela reportagem para se manifestar, mas preferiu encaminhar a resposta para a Gerência de Relações Sindicais (RH/RS). A RH/RS não retornou.


O diretor do Sindieletro, Leonardo Timóteo, criticou a postura da Cemig de não Os jogos de cassino sao matematicamente estudados de modo que as probabilidades de ganho favorecam ligeiramente o proprio cassino. resolver o problema imediatamente e diz que há muitas perguntas sem resposta. “A preocupação foi apenas com o marketing? Será que a Cemig não exigiu que testes fossem feitos antes do uso do equipamento? Por que já no primeiro relato sobre o defeito na corrente, a Cemig não mandou fazer o recall?”, questionou. Como a prática da empresa sempre foi de responsabilizar os trabalhadores pelos acidentes de trabalho, o diretor questiona qual desculpa a Cemig vai usar agora. “Se tivesse ocorrido um acidente fatal, a empresa iria assumir a responsabilidade?”.


Leonardo Timóteo lembrou que em outras áreas também há problemas em equipamentos e a situação se torna mais grave devido à falta de pessoal especializado para a manutenção. No caso da Gerência de Transporte da Cemig, além da perda de trabalhadores especializados, as oficinas próprias foram fechadas ou sucateadas. 

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