Na véspera de votação do mínimo, sindicalistas intensificam pressão a parlamentares

16 fevereiro 18:14 2011 Priscilla Mazenotti - Agência Brasil

Brasília – As centrais sindicais prometem intensificar os protestos na véspera da votação do projeto que reajusta o salário mínimo. Querem pressionar por um valor maior do que os R$ 545 já previstos pelo governo. A finalidade é conseguir algo próximo de R$ 580. A expectativa é que mais de 200 sindicalistas visitem a Câmara hoje (15).
Entre as bancadas partidárias, estão marcadas diversas reuniões a fim de fazer as contas e garantir os votos necessários para aprovar o projeto. Apesar dos apelos do governo de que um reajuste maior que o previsto prejudicaria as finanças públicas, inclusive com a presença do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e do ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, na Câmara, a oposição está firme na discussão por um salário maior. O Democratas quer um mínimo de R$ 560. O PSDB quer um reajuste ainda maior: R$ 600. E propõe o corte de gastos para garantir o aumento.

O presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), disse esperar um grande debate na votação de amanhã (16). “Já sei que haverá pedido de duas votações nominais, para que os deputados possam discutir mais a matéria”, comentou. “Mas, se vai houver acordo ou não, ainda é prematuro dizer”, completou.
À tarde, a Câmara se reúne em comissão geral. Desta vez, vai ouvir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os presidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical.

Além de um novo mínimo, o projeto estabelece uma política de longo prazo de valorização do salário e mantém o reajuste feito pelas mesmas regras vigentes hoje: variação da inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

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