Dilma quer que Nordeste cresça acima do PIB nacional

21 fevereiro 19:51 2011 Alexandre Caverni

Dilma nega ajuste como o de 2003 e reafirma combate à inflação

A presidenta Dilma Rousseff negou, nesta segunda-feira (21), que o governo esteja fazendo este ano um ajuste fiscal nos mesmos moldes de 2003 e reafirmou o compromisso de combate à inflação. Ela garantiu, no 21º Fórum de Governadores do Nordeste, em Barra dos Coqueiros (SE), que criará condições para que a economia nordestina cresça a taxas superiores à do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A presidenta ressaltou que resolver os problemas do Nordeste é uma questão estratégia para a política de erradicação da miséria, já anunciada como prioridade do governo. “A pobreza no Brasil tem uma certidão de nascimento que privilegia, infelizmente, essa região (Nordeste) do país”, disse a presidenta.
Dilma também defendeu um foco maior das políticas públicas na região do Semiárido brasileiro. “Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste e não há uma solução para o Nordeste sem uma solução para o Semiárido”, disse a presidenta.

Ajuste fiscal

Segundo Dilma, os cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento, anunciados pelo governo, fazem parte de uma consolidação fiscal num cenário bem diferente do início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Em 2003 o Brasil tinha uma taxa de inflação fora do controle, que não é o caso atualmente”, disse a presidente. “Nós estamos dentro da margem estabelecida de dois pontos acima dos 4,5% da meta.”

“Nossos cortes preservam os investimentos integralmente”, garantiu a presidenta. Entre os investimentos que não sofrerão cortes, ela citou o programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa Emergencial de Financiamento (PEF) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui projetos de mobilidade urbana e obras para a Copa do Mundo de 2014.

Dilma ressaltou o fato de hoje o país ter US$ 300 bilhões em reservas internacionais e um projeto de investimentos. “E mais, temos perfeita consciência para que não haja de fato no Brasil pressões inflacionárias e nós não deixaremos que aconteça.”

Com informações da Agência Brasil e Reuters

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