CUT-SP e deputados estaduais do PT debatem estratégia para as disputas em São Paulo

03 março 18:16 2011 Alexandre Gamón e Isaías Dalle

Encontro semelhante deve ocorrer com outros partidos

Com o objetivo de estreitar as relações entre os parlamentares paulistas e o movimento sindical, a CUT/SP realizou um café da manhã recheado com debates sobre a conjuntura política paulista e as ações dos deputados petistas no próximo mandato.

Ao abrir as intervenções o Presidente da CUT/SP, Adi dos Santos Lima, destacou a importância da bancada do PT atuar em sintonia com os interesses dos trabalhadores. “Nós temos o mesmo DNA, apesar de termos papéis diferentes”, disse Adi. O presidente da Central ressaltou a necessidade de combater a política neoliberal implementada no Estado de São Paulo há vários anos. “Muitos dos ideais dos movimentos sociais não avançam em nossa região por causa de um modelo que aqui reina: a política de estado mínimo”. Por fim ressaltou que a CUT estará sempre aberta ao diálogo com o governo estadual, porém, “não será cooptada como outras foram”, afirma.

Representando a bancada do Partido dos Trabalhadores, o Presidente Estadual da legenda, Edinho Silva, reafirmou a necessidade de construir uma agenda comum para consolidar na região o projeto político democrático e popular que foi forjado por meio da luta dos trabalhadores. “Precisamos de capacidade de interpretação e rapidez de movimento”. Edinho conclui que essa mudança política não se dará sem conflito “daí a necessidade de ter uma base sólida entre movimento sindical, social e partido de esquerda”.

Como exemplo de obstáculo às mudanças imposto pelo governo tucano, a Presidenta do Sindicato dos Bancários, Juvândia Moreira, citou a inexistência de políticas públicas de proteção e igualdade de oportunidades para as mulheres. “Precisamos discutir a vida privada sim, porque isso interfere na vida pública. O governo do estado e a prefeitura da capital não implementam políticas públicas para efetivação da Lei Maria da Penha”.   

“Temos que saber exatamente aquilo que nos chamamos de ‘nosso campo’. Precisamos fazer o resgate histórico de quem somos e qual papel que temos a desempenhar”, disse Artur Henrique, Presidente da CUT.

Nossas origens são diferentes, é claro que é possível termos unidade em torno de bandeiras com: a redução da jornada e a ratificação da convenção 158, mas este ano vamos colocar com muita clareza a diferença que existe entre a nossa Central e as outras. Artur reafirmou que a CUT vai dar início a uma ampla campanha para dar fim ao imposto sindical e, com ele, “a farra de existir dois novos sindicatos por dia no Brasil, cuja imensa maioria não serve para nada”. Segundo Artur, esta campanha “que pode até nos fazer perder sindicatos pelo caminho deve ser conduzida sem que se perca a clara noção de quem são nossos aliados”.

O Deputado Estadual Rui Falcão destacou que pela primeira vez na história do Estado de São Paulo o PT terá uma bancada de tamanho suficiente para impedir a suspensão das sessões na Assembleia Legislativa. A suspensão das sessões era um estratagema muito utilizado pela bancada governista nos últimos anos. “Agora que temos 24 deputados poderemos manter as sessões e debater temas que o governo tucano julga incômodos”.

O Presidente licenciado do Sindicato dos Bancários Luiz Cláudio Marcolino, recém eleito deputado estadual, afirmou que durante os oito anos do governo Lula houve diálogo com o movimento sindical, o que não acontece com o governo do Estado de São Paulo. “A partir deste café da manhã precisamos discutir uma agenda conjunta para fazer uma oposição de fato a este modelo de governo”.

O secretário-geral da CUT/SP, Sebastião Cardozo, o Tião, que conduziu a mesa agradeceu a presença dos presidentes de federações de ramos da CUT/SP e dos parlamentares. Confira quem passou por lá:

  • Alencar
  • Ana Perugini
  • Gérson Bittencourt
  • Hamilton Pereira
  • João Antônio
  • José Zico
  • Luiz Cláudio Marcolino
  • Marcos Martins
  • Marcos Aurélio de Souza
  • Rui Falcão
  • Edinho Silva
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