CS 2011: proposta da Quatiara Energia é rejeitada

CS 2011: proposta da Quatiara Energia é rejeitada
15 março 17:48 2011 Débora Piloni

Negociação ocorreu no Rio de Janeiro. Proposta da empresa ficou bem abaixo do solicitado pelos trabalhadores

A primeira rodada de negociação entre o Sinergia CUT e a empresa Quatiara Energia ocorreu no dia 28 de fevereiro passado. A empresa apresentou uma proposta de reajuste de 6,01%, bem aquém do solicitado pelos trabalhadores e, por isso mesmo, foi rejeitada. Confira os principais itens da proposta:

  • Reajuste inflacionário: IPCA 6,01%
  • Piso Salarial: IPCA 6,01%
  • Auxilio Creche: de R$ 305 p/ R$ 350
  • Auxilio Filho excepcional: R$ 545
  • Licença Maternidade: estende para 180 dias
  • Adicional de Kilometragem: de R$ 120 p/ R$ 182
  • Adic.Função Encarregado: de R$ 350 p/ R$ 380
  • Vigência do ACT: 3 anos
  • Jornada de trabalho: a empresa quer criar mecanismos para flexibilizar a jornada de trabalho permitindo que seja compensado eventuais atrasos ocorridos no periodo da manhã
  • Escala de Revezamento: a empresa se compromete adequar a escala às exigências do Ministério do Trabalho e Emprego, reduzindo de 180 para 150 dias e com pagamento do Banco de Horas em junho e dezembro
  • Política de Emprego: o Sindicato deverá elaborar proposta de valorização do emprego e apresentar na próxima rodada de negociação
  • Sobreaviso: a empresa está praticando a diferença acordada e adequará a prática à clausula

O Sinergia CUT rejeitou a proposta e reafirmou que pretende discutir na próxima rodada toda a pauta de reivindicação, inclusive avanços nas cláusulas sociais e condição de trabalho,  reajuste pelo ICV-Dieese e Aumento Real pelo PIB do ano anterior (estimado em 7,8%). Nova rodada está agendada para o próximo dia 31 de março. Fique ligado. A gente quer mais!

Pendências
Vale ressaltar que antes mesmo de iniciar a discussão sobre o ACT, o Sindicato questionou à empresa sobre a ocorrência de alguns problemas que vêm prejudicando os trabalhadores.

Um deles é a falta de reembolso para medicamentos dermatológicos. Segundo informações, a área responsável por essa demanda vem alegando que tais medicamentos são considerados produtos de estética, o que para o Sinergia CUT, não é uma informação procedente.

Quanto à PLR 2009, o Sindicato cobrou o pagamento aos trabalhadores demitidos no mesmo ano. A empresa se comprometeu em encaminhar a questão para área responsável.

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