Sinergia CUT discute pendências com o presidente da CESP

Sinergia CUT discute pendências com o presidente da CESP
01 abril 10:40 2011 Débora Piloni

Reunião ocorreu na tarde da última quinta (31). Privatização, PRR, Periculosidade, PEA e Risco Iminente foram os assuntos da pauta

Dirigentes do Sinergia CUT estiveram na CESP, em São Paulo, na última quinta-feira (31), para uma reunião com o presidente da empresa Mauro Arce. Em pauta, assuntos que vêm gerando debates na categoria, já que dizem respeito diretamente aos trabalhadores: situação da empresa com relação à privatização, federalização ou revitalização, PRR, passivo da Periculosidade, Programa Especial de Aposentadoria (PEA) e Risco Iminente.

Na oportunidade, em resposta ao questionamento feito pelo Sinergia CUT sobre o futuro da empresa, Mauro Arce informou que o governo de São Paulo aguarda uma posição do governo federal sobre a questão da concessão. Caso o contrato seja firmado por mais 30 anos, a CESP irá para a venda. Quanto uma possível federalização da CESP, o presidente da empresa informou que isso, no momento, está fora de cogitação. Explicou ainda que, devido às incertezas quanto ao futuro da empresa, não está viável fazer grandes investimentos para sua revitalização.

Demais assuntos

O Sinergia CUT questionou Mauro Arce sobre a demora para a solução ao pagamento do passivo da periculosidade aos trabalhadores que têm esse direito. Lembrou que Furnas está para pagar a Peri e que a CTEEP está em fase de fechamento de um acordo com o Sindicato. “Perguntamos se a CESP não tem interesse em resolver esse problema de forma negociável. Mauro Arce pediu que enviássemos a ele todo o processo que está na Justiça para avaliar tal possibilidade”, afirmou Gentil Teixeira de Freitas, presidente do Sindicato dos Eletricitários/Sinergia CUT. “Esperamos que esse acordo saia realmente, em benefício dos trabalhadores”, completou.

Quanto à PRR 2010, o presidente da CESP informou que o pagamento já foi aprovado pelo CODEC e que as metas foram atingidas em 97,8%. A meta que não foi totalmente alcançada foi a Taxa de Falha, atingida em 41,3% dos 43,5% programados. “E essa meta representa 46% do valor total da PRR. Por isso, a PRR não chegou a 100%”, explicou Gentil.

Sobre o PEA (Programa Especial de Aposentadoria), cujo prazo para inscrição terminou em 28 de fevereiro passado, Mauro Arce informou que o limite para a saída daqueles é 31 de junho próximo e que não haverá prorrogação para dezembro, conforme solicitado pelo Sindicato. “Ele negou a prorrogação e afirmou ser inverdades os boatos que surgiram na empresa sobre demissões daqueles que se inscreveram no PEA mas que não irão aderir ao Programa”, contou o dirigente sindical.

Outro assunto discutido nessa reunião tratou sobre a questão da transferência do Centro de Treinamento da Usina de Três Irmãos para Ilha Solteira. Mauro Arce suspendeu o prazo de 30 dias que tinha sido estipulado para que isso ocorresse e pediu um parecer para a Área Técnica da empresa. Somente depois dessa avaliação, será tomada uma decisão sobre a transferência.

Quanto ao Risco Iminente, o presidente da CESP foi categórico: quem quiser buscar esse direito, deverá fazê-lo via judicial.

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