Sinergia CUT procura empresas para solucionar déficit no PES

13 abril 20:54 2011 Cecília Gomes

Proposta cria plano básico para trazer de volta 13 mil vidas que se desligaram do PES

Ainda no mês de abril a direção do Sinergia CUT percorrerá as empresas patrocinadoras da Fundação CESP para negociar um subsídio ao Plano Especial de Saúde  (PES). A iniciativa é uma tentativa de solução para viabilizar a proposta elaborada pelo Grupo de Trabalho do PES, que passou oito meses, com a ajuda de especialistas e consultorias, estudando a melhor forma de garantir a sustentabilidade do plano que cuida hoje de aproximadamente 60 mil vidas.

Uma das premissas do GT era criar um plano básico, para resgatar as 13.000 vidas que saíram do PES após o reajuste de julho do ano passado, a maioria pessoas com mais de 59 anos e que ganham até R$ 6.000. Os esforços do GT foram para que já em março de 2011 um plano básico passasse a vigorar para resgatar este público e evitar a saída de novas vidas do PES. Além disso, a partir de julho de 2011, uma nova modalidade entraria em vigor para  atender os demais participantes do PES.

A proposta do GT foi apresentada à direção da Fundação CESP e aos representantes dos trabalhadores no Conselho Deliberativo em dezembro do ano passado. O Conselho Deliberativo aprovou a proposta e a Fundação CESP ficou de estruturar um plano a partir das premissas apontadas pelo GT.

No dia 15 de março, em reunião com o GT do PES, a Fundação CESP informou que para a implantação de um plano básico no valor de R$ 380, seria necessário um subsídio de R$ 14 milhões.

Na avaliação do Sinergia CUT e entidades sindicais envolvidas nesta questão, este subsídio deve ser negociado com as empresas pois  “A Fundação CESP arrecada  atualmente cerca de R$ 19 milhões entre os convênios firmados com o Banco Real / Santander e a seguradora Vila Velha, e as empresas vem utilizando-se desses valores para pagar taxas administrativas de responsabilidade das patrocinadoras. Os trabalhadores entendem que esse dinheiro pertence à companheirada”, defende a direção do Sinergia CUT.

Por isso, o Sinergia CUT irá propor às empresas que revertam ao PES o montante de recursos do convênio hoje gastos com taxas administrativas, uma vez que as patrocinadoras já tiveram, no último período, superávits elevados nos planos previdenciários.

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