CPFL Jaguariúna: 4,8% não dá!

CPFL Jaguariúna: 4,8% não dá!
24 maio 13:23 2011 Débora Piloni

Essa é a proposta da CPFL Jaguaríúna  depois de quatro rodadas de negociação. Sinergia CUT convoca trabalhadores para traçar um plano de lutas. Nova rodada está marcada para próxima segunda (30)

Durante toda esta semana, entre os dias 24 e 30, o Sinergia CUT realizará assembleias com os trabalhadores da CPFL Jaguariúna para discutir o andamento da Campanha Salarial 2011 e a inédita “pauta de reivindicações” da empresa.

Vale ressaltar que já aconteceram quatro rodadas de negociação e o saldo disso tudo é uma grande decepção. No último dia 17, a empresa manteve a postura intransigente de apresentar um mísero avanço na proposta, com reajuste de 4,8% sobre os salários retroativos a 1º de abril e acrescentando mais 0,67% de reajuste nos salários a partir de janeiro de 2012. Pela proposta, ainda concede 6,3% (IPCA) de reajuste sobre os benefícios (VA/VR e Gratificação de Férias) retroativo a 1º de abril.

O Sinergia CUT rejeitou a proposta, uma vez que, mesmo com o reajuste de 0,67% nos salários em janeiro 2012, a totalidade desses percentuais (5,5%) não atinge a reposição da inflação do periodo.
Com tamanha intransigência, não restará outra alternativa aos trabalhadores a não ser provar a força da união e disposição de luta. Por isso mesmo, o Sindicato quer reunir os trabalhadores para traçar um plano de lutas. Pelo avanço na próxima rodada, marcada para a próxima segunda (30). A gente quer mais!

Reivindicações da empresa
Não bastasse o atraso para abrir as negociações – o que aconteceu em 29 de abril, último dia útil do mês da data base – , a empresa fez questão de entregar sua inédita Pauta de Reivindicações durante a segunda rodada. Ou seja, com as discussões já em andamento, a CPFL Jaguariúna propôs deixar de lado a pauta dos trabalhadores, elaborada e aprovada democraticamente em assembleias realizadas em fevereiro passado, para então discutir o que a própria empresa reivindica nessa Campanha Salarial. Pior: o documento  passa longe da expectativa da categoria: propõe o mísero reajuste de 4,8%, extinção de cláusula, aumento de jornada, entre outros pontos.

Trabalho igual. Remuneração igual. 4,8% não dá! Aumento real já!

Os trabalhadores, por sua vez, reivindicam, entre outras questões, a unificação dos salários e benefícios (remuneração) com as demais distribuidras do Grupo CPFL Energia, inclusive com reajuste pelo ICV Dieese (6,72%) e aumento real (7,5%).

Pela manutenção dos direitos e avanços nas conquistas, participe das assembleias!

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