Elektro: Sinergia CUT rejeita proposta de 5,5% de reajuste

Elektro: Sinergia CUT rejeita proposta de 5,5% de reajuste
13 junho 17:41 2011 Cecília Gomes

Sobre PLR 2011 e PLR Especial de venda, empresa estudará e apresentará nova proposta na sétima rodada, marcada para segunda (20)

Boa parte da sexta rodada de negociação entre Sinergia CUT e Elektro, realizada na manhã desta segunda (13), foi tomada pelo debate sobre a PLR Especial de Venda e PLR 2011. Apesar de bastante discutida, sindicatos e empresa não chegaram a uma proposta final, ficando a Elektro de estudar as reivindicações expressas e apresentar nova proposta.

Como proposta para a Campanha Salarial, a empresa seguiu a mesma linha de outras empresas do setor que têm proposto baixos percentuais de reajustes, apresentando 5,5% sobre salários e benefícios.

A Elektro insiste em discutir alteração na redação da atual cláusula 28ª  e 29ª (cláusulas de gerenciamento de pessoal). A empresa quer também retirar os coordenadores/supervisores da abrangência do ACT, incorporando ao salário a média das horas extraordinárias realizadas no ano e a diferença anual do abono de férias da lei (1/3).

O Sinergia CUT rejeitou a proposta porque quer negociar a reposição salarial pelo DIEESE (7,21%) mais aumento real pelo PIB do ano anterior (7,5%) e melhorias nas condições de trabalho, conforme consta na pauta de reivindicações dos trabalhadores. Além disso, o Sindicato aceita discutir os demais temas propostos no processo permanente de negociação com reuniões mensais, conforme prevê a cláusula 47ª do ACT vigente até 2013.

PLR Especial de venda e PLR 2011

A primeira proposta apresentada, nesta rodada, pela Elektro previa R$ 9.728.702,73, ou seja, o mesmo valor gasto na PLR 2009, dividido na mesma proporcionalidade de 94,523% para eletricitários (R$ 9.195.861,68 distribuída de forma igualitária;) e 5,477% para engenheiros (R$ 532.841,09 distribuída de forma proporcional ao salário). Ainda nesta primeira proposta, a PLR 2011 teria os mesmos moldes da PLR 2010.

O Sinergia CUT rejeitou a proposta, reivindicando o valor de dez milhões de reais dividido entre eletricitários e engenheiros na mesma proporcionalidade da proposta anterior. Para a PLR 2011, o Sindicato concordou com os termos e modelos da PLR 2010, porém excluindo três indicadores: Call Center/DEC/Observação de Segurança, mantendo apenas o próprio Resultado de Serviço como indicador. Além disso, os negociadores fizeram a proposta de prorrogação do ACT até 2015.

A empresa solicitou um intervalo para avaliação e retornou com a contraproposta de R$ 9.900.000 para a PLR Especial da venda, divididos na mesma proporcionalidade. Em relação à PLR 2011, a Elektro não aceitou o pedido para excluir os três indicadores solicitados e manteve a vigência até 2013.

Após intenso debate, o Sinergia CUT manifestou concordar com a manutenção dos três indicadores e principalmente com o DEC, se a meta para este fosse a mesma estabelecida pela ANEEL (9,60 /horas/clientes/ano). “A meta para a PLR de 2010 era de 8,45 e fechamos com um resultado de 8,75, apesar de todas as exclusões previstas no termo de acordo a PLR. A remuneração dos trabalhadores acabou sendo prejudicada pelo não cumprimento deste indicador.”, explica o negociador pelo Sinergia CUT Claudinei Ceccato. Para os indicadores Disponibilidade do Call Center (93%) e Observação de Segurança (7.800) a proposta do Sindicato foi a de manter a mesma meta estabelecida em 2010.

O Sindicato também questionou a empresa sobre o número exato de trabalhadores que terão direito ao recebimento da PLR Especial da venda e a empresa informou que serão 3631, sendo 159 engenheiros e 3472 eletricitários.

Vale lembrar que terão direito ao recebimento da PLR especial os trabalhadores que possuíam o contrato de trabalho vigente em 30/04/2011. Para os admitidos ou demitidos entre 01/01/2011 e 30/04/11 o valor será pro rata, de acordo com os meses trabalhados nesses períodos na proporção de ¼ do valor acordado para cada mês trabalhado entre janeiro e abri/2011, considerando que o período superior a 15 dias equivale-se a um mês.

Também estarão incluídos os coordenadores e supervisores, além dos trabalhadores afastados por motivo de doença, desde que tenham trabalhado/afastado no período mínimo de aferição de 01/01/2011 e 30/04/11, que receberão o valor pro rata. Está garantido o recebimento aos trabalhadores afastados por auxílio acidente, férias e licenças de toda espécie.

Ainda a respeito da PLR 2011, o Sinergia CUT pleiteou a necessidade e corrigir as distorções causadas pelo famoso dente, que criou uma diferença considerável no valor recebido de PLR normal, para trabalhadores na mesma função e área. A empresa concorda em discutir uma fórmula que minimize esta situação. 

A empresa informou que os coordenadores e supervisores estão inclusos nos números apresentados. O Sindicato dos Engenheiros não concordou e solicitou a exclusão dos mesmos. Depois de muita discussão, o Sinergia CTU solicitou à empresa um estudo da quantidade exata de coordenadores e supervisores, com acréscimo de mais recursos na proposta da PLR Especial da venda, ou pagamento em separado para estes trabalhadores como ocorre na PLR normal. A empresa estudará e apresentará uma nova proposta.

A próxima rodada será na segunda-feira (20) às 13h.

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