Furnas: Paralisação nos dias 20 e 21!

Furnas: Paralisação nos dias 20 e 21!
18 julho 13:20 2011 Elias Aredes

Trabalhadores cruzam os braços em protesto à resistência da direção do Sistema Eletrobras em avançar nas negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2011

Para protestar contra as perdas salariais, os trabalhadores de Furnas das localidades de Campinas, Pedregulho (Usina de Estreito), Araraquara e Itapeva/Itaberá aprovaram por unanimidade o plano de luta e a realização de uma paralisação por 48 horas nas próximas quarta (20) e quinta-feira (21).

A ação integra a mobilização nacional em todas as empresas do Sistema Eletrobras contra as constantes recusas dos dirigentes responsáveis pelo sistema Eletrobrás em apresentar uma proposta que recolocasse o poder de compra dos trabalhadores e ao mesmo tempo construísse uma proteção dos repiques inflacionários.

Não é a primeira paralisação dos trabalhadores das empresas do Sistema Eletrobras. No início de junho, nos dias 06 e 07, a mobilização nacional com paralisação por 48 horas fez com que a Eletrobras reabrisse as negociações. Isso porque a direção anunciava que os eletricitários deveriam ‘pegar ou largar’       a proposta ‘final’ com reajuste salarial de 6,51%, sem aumento real. Diante da paralisação, a holding voltou atrás e anunciou a retomada das negociações.

Apesar do compromisso pela reabertura, a Eletrobras solicitou o cancelamento às vésperas da quarta rodada, agendada para o último dia 13 de julho. A resposta da categoria ao descaso da direção do Sistema Eletrobras será a paralisação.

Na quinta passada (14), os dirigentes do Sinergia CUT aproveitaram a visita do presidente de Furnas Flávio Decat à Subestação de Campinas para expor a preocupação com a condução do processo negocial do ACT 2011/2012.

“Queremos discutir todas as cláusulas das pautas nacional e específica. Aumento real e abono são as principais reivindicações do pessoal de Furnas. Mas além disso, existem pontos importantes, que não geram custos às empresas, que queremos abordar. Mas para isso é necessário uma mudança no processo para que de fato possamos estabelecer um processo de negociação.”, explicaram os dirigentes sindicais ao presidente de Furnas.

Em função das argumentações apresentadas pelos dirigentes do Sinergia CUT, o Presidente Flávio Decat, o Diretor de Gestão Corporativa Luiz Fernando Paroli e o assessor de relações Sindicais, Luiz Carlos Abranches, comprometeram-se em buscar uma alternativa junto a Eletrobras para desemperrar o processo negocial.

“Ao reivindicar o ganho real de salário, os trabalhadores querem nada mais do que lhes é devido, afinal as empresas apropriam-se do ganho de produtividade gerado por aqueles que suam a camisa, fornecendo energia, item essencial à vida e a atividade econômica.”, afirma a direção do Sinergia CUT.

Para o Sinergia CUT, o Governo Federal adota postura equivocada ao utilizar uma metodologia que privilegia o arrocho salarial. O desejo dos trabalhadores é que seja mantido o aumento da massa salarial em conjunto com crescimento econômico. 

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