CESP: Trabalhadores mobilizados contra as demissões

CESP: Trabalhadores mobilizados contra as demissões
22 julho 09:00 2011 Cecília Gomes

Categoria repudia as 20 demissões realizadas pela CESP durante negociação do ACT 2011

Durante a manhã desta sexta (22), os trabalhadores da CESP realizam mobilização de protesto contra a demissão de 20 companheiros de trabalho, anunciadas pela empresa na última segunda (18), no mesmo dia em que a empresa finalmente atendeu a reivindicação do Sinergia CUT pela retomada do processo de negociação.

A quarta rodada ocorreu nesta quinta (21), finalmente com uma proposta satisfatória do ponto de vista dos reajustes (8,1% para salários e gratificação de férias, 8,64 para VA/VR que passaria de R$ 451 para R$ 490 e 6,49% para demais benefícios), porém extremamente prejudicial no que se refere à Política de Emprego.

Isso porque a proposta altera a atual cláusula permitindo que, além dos atuais 2% do ACT vigente, a empresa possa trabalhadores que hoje são aposentados integralmente pela Fundação CESP e aqueles que foram impactados por extinção de área,  além de não renovar a vigência da cláusula que atualmente é de 3 anos.

“A proposta apresentada melo presidente da CESP demonstra a intenção em realizar mais demissões com o objetivo de preparar a empresa para a venda”, alerta a direção do Sinergia CUT. Por isso, além da mobilização de repúdio às demissões anunciadas nesta semana, o Sinergia CUT realiza assembleias deliberativas indicando a aprovação dos itens econômicos (que garantem aumento real de 0,93% no salário e 1,33% de aumento real ). O Sindicato rejeitou a proposta na cláusula Política de Emprego, solicitando reabertura do processo de negociação deste ponto.

Sobre a Assistência Médico Hospitalar e o Plano de Cargos e Salários, a CESP propõe discutir em um prazo a ser estabelecido após assinatura do Acordo.

Em tempo:

A área jurídica do Sinergia CUT já tomou as providências necessárias para ingressar com ação judicial com o objetivo de reintegrar os companheiros. Além disso, serão feitas denúncias contra a atitude da empresa junto a OIT e Ministério Público do Trabalho.

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