Pressão faz a diferença na CESP

Pressão faz a diferença na CESP
29 julho 09:57 2011 Lílian Parise e Débora Piloni

Empresa reabre negociação e apresenta nova proposta de Gerenciamento de Pessoal

“Patrão é patrão em qualquer canto. Sindicatos é que são diferentes”. Essa afirmação traz à tona a realidade vivida pelos trabalhadores da CESP junto ao Sinergia CUT nesta Campanha Salarial. A junção de forças (capacidade de negociação e intervenção na mesa mais a disposição de união e mobilização dos trabalhadores) resultou na reabertura da negociação e em uma nova  proposta para a cláusula de Gerenciamento de Pessoal.

Vale lembrar que o Gerenciamento de Pessoal  foi rejeitado nas assembleias para aprovação do novo Acordo Coletivo. As assembleias aconteceram no último dia 25 e a proposta negociada foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores, com exceção da cláusula rejeitada. Depois da rejeição, a direção do Sindicato encaminhou ofício à empresa, reivindicando reunião específica para buscar uma solução negociada.

A reabertura da negociação aconteceu no final da tarde da última quinta-feira (28), com avanços no Gerenciamento de Pessoal,  incluindo um limitador para aposentados,  aumento da verba para o PCS (Plano de Cargos e Salários) e para a PRR (Programa de Remuneração por Resultados), além do compromisso de continuar negociando o rateio da Fundação CESP para a construção de uma proposta que atenda às expectativas da categoria.

Diante da nova proposta, o Sinergia CUT realiza assembleias informativas nesta sexta (29) para esclarecer e detalhar as mudanças.

As assembleias deliberativas devem acontecer a partir de terça-feira (02) da próxima semana, depois de avaliação da direção do Sinergia CUT.

Não às demissões

Apesar de o Sindicato já estar preparado judicialmente para garantir a reintegração dos 27 trabalhadores demitidos injustamente, dirigentes do Sinergia CUT e o presidente da CESP têm reunião marcada especialmente para discutir o assunto. A reunião acontecerá às 16h de terça (02). Aguarde informações.

O que muda na proposta final

Os 8,1% de reajuste para salários e Gratificação de Férias, os 8,64% para VA/VR e os 6,49% para demais benefícios já estão garantidos. Leia o que mudou:

PCS: Aumento da verba de 2% para 2,5%

PRR: passa a ser paga pela folha de remuneração, ao invés da folha de salário base

Política de Emprego:  A empresa garante a estabilidade para 98% do seu quadro, e os 2% restantes seguirão as condições contidas do item a a d:

a) Empregados já aposentados por outras empresas, institutos ou por qualquer outro órgão de previdência;

b) Empregados admitidos após 31 de maio de 2010;

c) Empregados cedidos para outras empresas, fundações da administração pública, autarquias ou órgãos da administração centralizada ou descentralizada, exceto aqueles que, na data da cessão, tenham, no mínimo, 5 (cinco) anos de serviços efetivamente prestados a órgãos da administração interna da CESP;

d) Empregados que foram admitidos para exercerem cargos com função gratificada e que, tendo menos de 5 (cinco) anos de Empresa, durante a vigência do presente Acordo vierem a perder a função.

 E nos seguintes casos poderá haver a rescisão, independente do caput:

 • 7,5% dos empregados aposentados ou que já adquiriram direito à aposentadoria pela Previdência Social (por tempo integral de contribuição/serviço; idade; especial) e que cumpriram a totalidade das carências do Plano de Suplementação de Aposentadorias e Pensão ou os abrangidos pela Lei 4819

• Rescisão contratual por justa causa; • Rescisão unilateral por iniciativa do empregado; •  Término do contrato por prazo determinado; • Término do contrato de aprendizagem

NOTA DO SINDICATO: na proposta anterior, todos os aposentados pelo INSS e pela Fundação CESP poderiam ser demitidos durante a vigência do Acordo Coletivo.


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