Presidente de Furnas reformula suas diretorias

23 agosto 12:17 2011 Valor Econômico

As mudanças anunciadas ontem no comando de Furnas não tiveram origem em indicações políticas, mas em necessidades operacionais para adequar a companhia “ao novo modelo do setor elétrico”. A afirmação é do presidente da companhia, Flavio Decat, para quem o período de seis meses até as primeiras mudanças de diretoria foi antecipação de prazos, depois de “um silêncio obsequioso”. “Foram seis meses para aprender. Não se pode chegar a uma estrutura como Furnas, gigante, achando que sabe rezar a missa.”

Ontem, o conselho de administração de Furnas aprovou a proposta apresentada por Decat e criou a diretoria de planejamento, gestão de negócios e participações, que será comandada por Olga Simbalista. Além disso, as diretorias de engenharia e de construção, ocupadas respectivamente por Mario Marcio Rogar e Marcio Porto, foram fundidas na diretoria de expansão, que será comandada por Márcio Abreu. Por fim, Nilmar Foletto – ex-Furnas e Light – assumirá a diretoria de finanças no lugar de Luiz Henrique Hamman, que voltou para a Eletronorte.

“As mudanças são administrativas, ao abrigo de uma mudança de direcionamento de gestão. É algo mais profundo e consistente”, frisou Decat, lembrando que a nova diretoria de planejamento terá, entre suas tarefas, que acompanhar as parcerias em consórcios em que Furnas é minoritária.

O presidente da estatal reforçou o foco dado pelo conselho de administração na expansão da companhia e na gestão. O executivo não descartou o crescimento via aquisições e revelou que a gestão passará por um acordo em negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que deverá destinar entre US$ 500 mil a US$ 1 milhão a fundo perdido para contratar uma consultoria que analise a melhor adequação dos funcionários da empresa.

Decat garante que não haverá demissões, mas um programa de incentivo para desligamento. Atualmente, dos 5.001 funcionários de Furnas, 1.427 já demonstraram interesse no programa e o presidente acredita que até 1.000 poderiam ser desligados depois de um acordo. O número final, no entanto, só será fechado depois do trabalho da consultoria, que deve começar até o fim do ano.

(Rafael Rosas)

  Categorias: