Dieese: Taxa de desemprego estável pelo 5º mês seguido

04 outubro 08:26 2011 Dieese

As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED mostram que, em agosto, o total de desempregados no conjunto das sete regiões onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.414 mil pessoas, 27 mil a menos do que no mês anterior. A taxa de desemprego total permaneceu relativamente estável ao passar de 11,0%, em julho, para os atuais 10,9%. Segundo suas componentes, esse resultado refletiu movimentos semelhantes da taxa de desemprego aberto (manteve-se em 8,3%) e oculto (variou de 2,6% para 2,5%).
 
A taxa de participação também permaneceu em relativa estabilidade (de 60,0% para 59,9%), no período em análise. Em agosto, a estabilidade do nível de ocupação, aliada à saída de 31 mil pessoas do mercado de trabalho, resultou na pequena redução do contingente de desempregados (27 mil pessoas). O total de ocupados, nas sete regiões investigadas, foi estimado em 19.792 mil pessoas e a PEA, em 22.206 mil.
 
A taxa de desemprego total manteve-se relativamente estável na maioria das regiões onde a pesquisa é realizada. Diminuiu apenas em Belo Horizonte, Fortaleza e, em menor proporção, em Porto Alegre.
 
O nível de ocupação aumentou em Recife (1,6%), Salvador (1,3%), Porto Alegre (1,1%) e Fortaleza (0,7%), permaneceu em relativa estabilidade no Distrito Federal (0,3%) e diminuiu em Belo Horizonte (1,0%) e São Paulo (0,6%).
 
Segundo setores de atividade, no conjunto das regiões, o nível ocupacional variou negativamente no Comércio (menos 19 mil postos de trabalho, ou 0,6%), na Indústria (18 mil, ou 0,6%), no agregado Outros Setores (11 mil, ou 0,7%) e na Construção Civil (3 mil, ou 0,2%). Apenas nos Serviços a variação foi positiva (47 mil, ou 0,4%).
Segundo posição na ocupação, o número de assalariados aumentou ligeiramente (0,7%) em agosto.
 
No setor privado, elevou-se o contingente de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada (1,3%) e manteve-se em relativa estabilidade o de assalariados com carteira (0,2%). Diminuiu o número de empregados domésticos (2,0%), de autônomos (1,7%) e o daqueles classificados nas demais posições ocupacionais (0,9%).
 
Acesso o site <http://www.dieese.org.br/ped/ped.xml> sobre o estudo para cada uma
das regiões:
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