CTEEP negocia financiamento de cerca de R$ 2 bilhões no BNDES

19 outubro 15:33 2011 DCI

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) negocia financiamento de longo prazo de cerca de R$ 2 bilhões para a linha de transmissão do Madeira com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de um aporte adicional com bancos de fomento do nordeste. “Vai chegar em um financiamento total de R$ 2,5 bilhões”, disse o presidente da empresa, César Ramirez.

O investimento total calculado para os empreendimentos, que compõem a interligação do Madeira, é de R$ 3,2 bilhões, segundo Ramirez, a incluir a linha Porto Velho-Araraquara e a Estação Retificadora/Inversora. A linha do Madeira, que transportará a energia elétrica das usinas de Jirau e Santo Antônio, ambas em Rondônia e construídas no rio Madeira, recebeu a licença de operação ambiental do Ibama em junho deste ano.

Entretanto, o órgão ambiental definiu condicionantes, entre as quais estava a mudança no modelo de torre utilizada em alguns trechos. “Foi necessária uma modificação e isso aumentou um pouco o investimento. O projeto ainda tem uma boa margem de investimento”, disse Ramirez, sem detalhar em quanto o montante inicial teve de ser elevado.

A previsão da Cteep para entrada em operação da Linha do Madeira é de novembro ou dezembro de 2012, o que significa um atraso em relação ao prazo definido no contrato de concessão, de fevereiro de 2012.

A Cteep tem 51% de participação no IE Madeira, companhia responsável pelo empreendimento da qual fazem parte as empresas da Eletrobras Furnas e Chesf, cada uma com 24,5%.

O atraso da entrada da linha gerará perda de receita de cerca de R$ 140 milhões para a Cteep, segundo cálculos de Ramirez. “Vamos entrar com algum processo administrativo na Aneel”, disse o executivo.

Para ele, o empreendedor não deveria ser responsabilizado pelo atraso no licenciamento da linha, o que culmina com a postergação da entrada em operação. A intenção da Cteep, no entanto, é aguardar a entrada em operação da linha para, posteriormente, entrar com o processo administrativo.


O presidente da Cteep disse também que cerca de 90% da dívida da Companhia, de cerca de R$ 1,2 bilhão, está relacionada aos reforços do sistema que tem relação com os ativos da companhia que vencem em 2015.

Cerca de 80% da receita da Cteep têm concessões que vencerão em 2015, e a expectativa da companhia é de que alguma sinalização em relação ao tema seja dada pelo governo até o início do próximo ano, diante do prazo de até julho de 2012 para que as empresas informem ao governo sobre o interesse de continuar com as concessões, para caso de renovação.

O executivo acrescentou que a companhia paulista ainda tem uma capacidade adicional de endividamento de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões.

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