AES Tietê: mentira tem perna curta

AES Tietê: mentira tem perna curta
23 novembro 12:00 2011 Débora Piloni

Em reunião com trabalhadores, líder de usinas tenta justificar reestruturação com transferências alegando já ter acordo com o Sinergia CUT. Inverdade gera ação na justiça

 “Algo bastante maléfico é a mentira, porque o mentiroso quer sempre tirar proveito de uma situação nem que, para isso, prejudique outra pessoa”. Esse é um conceito que exemplifica bem uma circunstância vivida há algum tempo pelos trabalhadores da AES Tietê.

É que, segundo informações que chegaram ao Sinergia CUT,  o líder das usinas Bariri, Ibitinga e Barra Bonita, identificado como Fausto Coutinho, estaria usando o Sindicato como escudo para justificar algumas inverdades que estaria dizendo nos locais de trabalho.

O que aconteceu? Ciente de que o processo de reestruturação com transferências desagrada a categoria e poderia gerar impasses e embates entre empresa e trabalhadores, esse  líder teria feito um discurso defensivo afirmando que tal medida teria sido negociada e acordada com o Sindicato. Não. Isso não é e nunca foi uma verdade.

O passado, o presente e o futuro
Vale lembrar que, em novembro do ano passado, a AES Tietê demitiu, sem justa causa, sete trabalhadores alegando, para alguns deles, que o processo faria parte da  reestruturação da empresa. Já naquela época a direção do Sinergia CUT relembrou à empresa que qualquer processo de reestruturação deve antes ser negociado com o Sindicato, o que não havia ocorrido. Com isso, enviou carta para a geradora, repudiando a ação e solicitando esclarecimentos sobre as demissões.

Mais: para todos aqueles que procuraram a entidade sindical foi protocolada a ação na Justiça pelo descumprimento de ACT, que prevê negociação prévia antes de qualquer reestruturação. E o Sindicato também apresentou denúncia no Ministério do Trabalho e Emprego sobre a ilegalidade das demissões.

Se naquela ocasião tudo isso foi feito, o que dirá agora, quando, além de não cumprir o Acordo, a empresa ainda permite que líderes se utilizem de afirmações falsas para justificar medidas que prejudicam em cheio os trabalhadores. A questão é: por onde andam a moral, a honestidade, o compromisso, a coerência e a transparência na AES Tietê?
Para reverter essa situação criada pela empresa, além de solicitar publicamente a retratação e ajuizar ação judicial para isso, o Sindicato também entrará com ação na justiça contra a implementação do processo de transferência que contraria o Acordo Coletivo.

E mais: o Sinergia CUT encaminhou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre a política de Tolerância Zero da AES Tietê que, em clara demonstração de prática de assédio moral, impõe punições aos trabalhadores que, direta ou indiretamente, se envolvem em acidentes de trabalho.

Enquanto isso, outras notícias:
O Sinergia CUT vem cobrando insistentemente a geradora para que apresente a proposta de valor da PLR 2011. “Já estamos em final de novembro e, até agora, nem valor e nem apuração de metas”, observa a direção do Sindicato.

Com relação a antecipação no calendário de pagamentos e do VA/VR do mês de dezembro, o Sinergia CUT enviou carta à empresa apresentando tal reivindicação. E vale ressaltar ainda que será aplicado o reajuste de 3% sobre o salário de novembro, segundo prevê o ACT 2011/2013.

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