Aposentadoria Especial: Sinergia CUT, FNU e outras entidades retomam negociações com o Ministério da Previdência

18 abril 11:00 2012 Débora Piloni, com informações da FNU CUT

O Sinergia CUT participou, no último dia 03 de abril, em Brasília, de reunião entre os representantes do movimento sindical e o Ministério da Previdência Social para discutir a retomada da aposentadoria especial para os trabalhadores urbanitários. Além do Sinergia, estiveram presentes ao encontro dirigentes da FNU (Federação Nacional dos Urbanintários), do Sindeletro-CE, o Sindieletro-MG e os eletricitários de SP.

O objetivo maior desse encontro com o Diretor do Departamento de Política de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, Cid Pimentel, foi reabrir as negociações que estavam paralisadas há alguns meses, apesar da insistência da Federação e dos Sindicatos em retomar essa discussão para sua aprovação o mais rápido possível.

Na visão das entidades, a reunião foi positiva na medida em que se pode apresentar as argumentações sobre a importância da retomada da aposentadoria especial e de expor dados técnicos, fruto de uma ampla pesquisa encomendada pelas entidades sindicais ao Professor Nestor Mendez. Tais dados comprovam a agressividade da radiação não ionizante para os trabalhadores que ficam expostos a ela em suas atividades.

Cid Pimentel se comprometeu a realizar uma nova reunião em até 30 dias, pois segundo ele, esse período será utilizado para buscar mais informações sobre o tema e conversar com o Governo, antes de apresentar qualquer proposta.

O Sinergia CUT, a FNU e as demais entidades estão atentas a esse prazo. Caso não haja o cumprimento ou não se avance mais sobre a retomada da aposentadoria especial, vamos estudar outras alternativas possíveis, até porque não podemos mais esperar tanto tempo por um direito que é nosso e que nos foi tirado por um governo neoliberal. “Acreditamos que este momento já passou e foi derrotado nas urnas pelo projeto político de caráter popular e democrático, que tem por obrigação mudar essa legislação que fere um direito do trabalhador. Estamos atentos”, afirma a direção da FNU.

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