Presidente da CUT recebe prêmio João Ferrador durante festa de 53 anos do Sindicato dos Metalúrgicos

Presidente da CUT recebe prêmio João Ferrador durante festa de 53 anos do Sindicato dos Metalúrgicos
14 maio 12:01 2012 CUT Nacional

Prêmio, baseado em personagem-símbolo da categoria, já havia sido entregue, entre outros, a Lula

Na última sexta (11), o presidente Nacional da CUT, Artur Henrique, recebeu o Prêmio João Ferrador, durante comemoração dos 53 anos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Criado em 2009, este prêmio é entregue anualmente a uma única pessoa. Já haviam sido premiados o ex-presidente Lula e o ministro Guido Mantega (Fazenda).

O presidente do Sindicato, Sérgio Nobre, disse que nesses 53 anos a categoria faz uma luta contínua, primeiro pela  retomada da democracia no país, depois pela consolidação desta forma de governo e também pela democratização nas relações de trabalho, pela democracia dentro das empresas. “A democracia só vai ser plena quando trabalhadores tiverem liberdade e a miséria acabar,” afirmou ele.

Nobre contou que quem escolhe a liderença que vai receber o Prêmio João Ferrador é uma comissão. E quando ele soube que este ano o escolhido tinha sido Artur, ficou feliz porque lembrou de todas as luta que Artur conduziu tanto no Sindicato dos Eletricitários de Campinas quanto na CUT – contra privatização dos bancos públicos e da Petrobras, pela valorização do salário mínimo, contra a redução de salários durante as crises econômicas etc.

“Você é uma liderança que nos enche de orgulho. Trabalhador, competente com uma trajetória de luta que merece receber o nosso Oscar, como Lula chama nosso prêmio”.

José Lopez Feijóo, assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República, ex-vice presidente da CUT relembrou a história sindical de Artur, desde o início da carreira no Sindicato dos Eletricitários, quando já dava mostras de “ser um quadro promissor, que iria fazer história no movimento sindical”. E, ao receber o Prêmio João Ferrador, disse Feijóo, ele comprova que eu estava certo ao fazer a primeira avaliação sobre sua capacidade de liderança, de luta, de articulação, de visão de um sindicalismo engajado, moderno,  capaz de negociar, ir atrás do melhor nível de proteção ao trabalhador.

Feijóo contou ao auditório lotado de militantes, sindicalistas e políticos da região, que foi Artur quem criou um sindicato por ramos, chamando os gasistas e criando o Sinergia (Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo). “Este foi o primeiro sindicato da CUT a ter ousadia de entrar com um processo contra o desconto de imposto sindical. Foi ele quem implementou a tese, o modelo da CUT”. Segundo Feijóo, “Artur comandou a batalha contra as privatizações. Não impediu a privatização no setor de energia, mas negociou representação no conselho das empresas, ideia revolucionária que só agora, depois de muita luta no governo Lula, está sendo implementada no governo Dilma”.

“Esse prêmio”, afirmou Feijóo, “é o símbolo de uma época de resistência, que mudou a política do sindicato, a história deste país. Você é detentor de um prêmio muito especial, Artur. Parabéns para você, para o seu sindicato e para o Sinergia pelo trabalho realizado nos últimos anos”, concluiu.
completa no próximo mês de julho seis anos como presidente da Central. Após deixar a Presidência, em sintonia com sua crença de que um dirigente deve ocupar o mesmo cargo por no máximo dois mandatos, Artur vai se dedicar ao sindicalismo internacional, notadamente nas Américas, como conselheiro da CSA e secretário na área Internacional da CUT.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo, Jefferson José da Conceição, que representou o prefeito Luiz Marinho, elogiou a escolha do presidente da CUT como a terceira pessoa a receber o Prêmio João Ferrador. Segundo ele, Artur merece o prêmio porque é um lutador. “Lutou pela valorização do salário mínimo, mostrou o papel que o piso tem para ajudar o país a se desenvolver; segurou o tranco da Previdência Social, impedindo uma reforma neoliberal, liderando uma negociação dificil”.

Para o presidente da CNM-CUT Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Paulo Cayres, o prêmio foi mais do que merecido. Afinal, Artur contribuiu “com a luta da CUT em todo o Brasil e isso representou vitórias para a classe trabalhadora”.

O deputado Vanderlei Siraque destacou o papel do Artur na luta por manutenção e ampliação dos direitos dos trabalhadores, fazendo um trocadilho com o nome da central. “Podemos não ser a única central sindical do Brasil, mas somos a única que defende, de verdade, os direitos dos trabalhadores”.

Ao agradecer o prêmio, Artur falou do privilégio que é conhecer o trabalho e ter amigos no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, relembrou de vários momentos de luta dura como, em 2008, quando liderou pela CUT uma  batalha contra a redução de salário proposta pela FIESP e por outras centrais, como forma de enfrentar a crise financeira internacional.

 “Conseguimos manter os empregos e renda e o SMABC foi fundamental para isso, organizou, mobilizou, colocou o povo nas ruas. Por isso, eu digo que é um privilégio muito grande ser presidente da CUT, mas ainda é um privilégio maior receber o Prêmio João Ferrado como presidente da nossa central”.

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