Até quando, AES Tietê?!?

Até quando, AES Tietê?!?
24 agosto 10:50 2012 Débora Piloni

Geradora demite mais seis trabalhadores nesta semana. Sindicato solicitará reintegração. Eletropaulo também faz dispensa em massa

Há menos de dez dias da reintegração de dois trabalhadores da AES Tietê aos seus postos de trabalho em Barra Bonita, fruto de uma conquista do Sinergia CUT na Justiça, a geradora volta a demitir. Nesta semana, colocou na rua outros seis trabalhadores, desfalcando ainda mais as localidades de Água Vermelha, Limoeiro e Bauru. A justificativa da empresa é, para a dispensa de alguns, o processo de reestruturação e, para outros, baixo desempenho.

E isso acontece exatamente em um período em que a empresa vive seus piores índices de todos os indicadores operacionais devido à falta de mão de obra e intenso processo de precarização das condições de trabalho. E mais: o clima organizacional na AES Tietê também não vai bem, já que os trabalhadores são o tempo todo pressionados, exercem dupla função e os mais experientes são cobrados a treinar os mais novos, entre outros problemas.

Vale ressaltar que, nos últimos 15 meses, outros 12 trabalhadores foram demitidos da geradora. Destes, grande parte foi reintegrada, voltando aos seus postos devido às atuações do Sindicato em defesa do emprego e do cumprimento do Acordo Coletivo.

O Sinergia CUT já enviou carta para a AES Tietê, repudiando essa atitude e solicitando esclarecimentos sobre as demissões. A direção do Sindicato vai se reunir com os trabalhadores demitidos que manifestarem o interesse para definir a ação na Justiça pelo descumprimento de ACT, que determina que demissões devem ser negociadas com o Sindicato.

Demissão em massa na AES Eletropaulo
E o processo de demissões no grupo AES atingiu em cheio o pessoal da Eletropaulo. Nesse último mês, a empresa demitiu vários executivos e dezenas de trabalhadores.

O Sindicato lembra que o ACT dos trabalhadores da Eletropaulo  – que não é negociado com o Sinergia CUT – não conta com a cláusula de política de emprego. Por isso, há grande dificuldade de luta pela reintegração de demitidos nessa empresa.

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