AES Eletropaulo tenta demitir trabalhador em licença médica

AES Eletropaulo tenta demitir trabalhador em licença médica
18 setembro 18:42 2012 Lílian Parise

Tentativa arbitrária envolveu o técnico Evanildo Santos, 15 anos de empresa e candidato às eleições da Fundação CESP 

“A truculência no ambiente de trabalho e a sede de vingança dos gestores da AES Eletropaulo passaram do limite do suportável para qualquer trabalhador da empresa”. A opinião é da direção do Sinergia CUT, depois de tomar conhecimento da tentativa de mais uma demissão arbitrária na última quinta-feira (13), dessa vez envolvendo um candidato a representante dos trabalhadores ao Conselho Deliberativo da Fundação CESP nas eleições da semana retrasada. 

Na ressaca da apuração dos votos, que aconteceu na segunda-feira (10) da semana passada, em São Paulo, o eletricista Evanildo Santos foi surpreendido com uma demissão sem justa causa e sem qualquer justificativa, depois de mais de quinze anos de empresa e avaliações positivas recentes pelo desempenho de seu trabalho como técnico de Eletricidade na Gerência de Automação. 

A empresa só recuou depois de saber que o trabalhador está em licença para tratamento de saúde motivada principalmente pela pressão diária e intensa na rotina de trabalho.  

Prática antissindical 

Fato: Evanildo foi o candidato titular pela Chapa 1 na recente eleição da Fundação CESP, com apoio total do Sinergia CUT e tendo como suplente Carlos Marchese, atual representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da AES Tietê. Os dois companheiros percorreram diversos locais de trabalho da distribuidora e da geradora durante agitada campanha. 

Detalhe: três dias depois de apurados os votos, Evanildo foi alvo da tentativa de demissão arbitrária pela direção da Eletropaulo, apesar de já estar em licença médica. Para o Sindicato, ficaram mais uma vez comprovados o desrespeito profissional e a prática antissindical da empresa. 

“É absurda a pressão que a Eletropaulo vem impondo aos trabalhadores que defendem direitos individuais e conquistas coletivas. A reposta de praxe é punição, suspensão e demissão. A prática antissindical parece que virou a política de Recursos Humanos da empresa”, afirma a direção da entidade. 

Demissão em massa 

Vale lembrar que, nos últimos tempos, a prática de demissões imotivadas foi intensificada pelos gestores da empresa. Só nos últimos noventa dias cerca de cem trabalhadores foram para a rua, incluindo técnicos experientes e profissionais qualificados. 

“A volta de vários apagões e apaguinhos em cidades da grande São Paulo comprovam uma queda maior na qualidade dos serviços prestados e mais problemas no atendimento aos consumidores. Sem falar no clima de insegurança criado pela empresa em cima dos trabalhadores, com perseguição pessoal e assédio moral generalizado”, alertam os dirigentes do Sinergia CUT.

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