Elektro: “melhor empresa” joga na rua mais de 100 trabalhadores

Elektro: “melhor empresa” joga na rua mais de 100 trabalhadores
18 setembro 10:40 2012 Débora Piloni

Reestruturação e simples demissão são as justificativas que a distribuidora dá para cometer gigante desmando

Apesar de ser uma concessionária de serviço público essencial, a Elektro vem adotando a política de gestão preferencial de qualquer grande empresa da iniciativa privada: a busca de lucro cada vez maior no menor tempo possível.

E, na última sexta-feira (14), a distribuidora comunicou e demitiu a maioria dos 84 agentes de atendimento presencial e 31 leituristas do Grupo A de todas as suas regiões. A justificativa para tamanho desmando é de simples demissão, para os contratados após janeiro de 2009 e uma tal de “reestruturação organizacional”  para os admitidos antes de dezembro de 2008, com realocação de um pequeno número de trabalhadores impactados pela reestruturação.
 
Detalhe: tudo isso acontecendo logo após a Elektro ser eleita “A Melhor Empresa Para Você Trabalhar” pelo ranking de 2012 da revista Exame. Ou seja: a mesma diretoria que concedeu um “Dia Livre” para os trabalhadores em comemoração ao prêmio é a mesma que evidencia seu desrespeito ao quadro de pessoal e ao Acordo Coletivo por ela assinado. Isso porque, a reestruturação ocorreu sem qualquer informação e discussão prévia com o Sindicato, conforme previsto no ACT vigente.

Incoerência com a verdade
Na carta que a direção da Elektro enviou aos trabalhadores informando sobre a conquista, a distribuidora reconhece que o prêmio é “fruto do seu trabalho, engajamento e, principalmente, da paixão que você tem por tudo o que faz”.

Mas… então, Elektro, você joga na rua quem te faz ganhar títulos e honrarias? Mais do que se preocupar em passar para a população a imagem de melhor empresa para trabalhar e ficar tão orgulhosa de seus vários prêmios, a Elektro deveria agir com mais coerência entre o discurso e a prática. Porque responsabilidade social começa em casa. 
 
Os demitidos
Dos 109 trabalhadores da Diretoria Comercial, foram “reduzidos” 84 postos, permanecendo apenas 25 no quadro próprio. Na Diretoria de Operação, dos 31 cargos existentes todos foram extintos.

O Sinergia CUT realizará assembleias nos locais de trabalho e já faz um alerta: todos os que foram impactados pela reestruturação e demissão em massa devem procurar o Sindicato que tomará as providências cabíveis para reverter a situação.

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