Desligamento em empresa privada: Dois pesos e duas medidas

05 novembro 15:13 2012 FNU

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) estão acompanhando, investigando e analisando a ocorrência do desligamento na subestação da Taesa em Tocantins, ocorrida no último dia 25 de outubro que ocasionou um apagão em nove Estados do Brasil.

A ausência de trabalhadores na empresa local é apontada pela FNU e CNE como principal fator para a demora no restabelecimento da energia. “Esta situação pode ocorrer novamente se não forem tomadas providências, bem como se não houver uma punição severa contra a empresa privada Taesa, a mesma punição que a Aneel determina quando há ocorrências desse porte em empresas estatais.”, afirma o boletim da FNU.

Segundo a Federação, a Subestação fica no Tocantins, é comandada por Brasília e tem escritório em São Paulo. “O que houve foi um incêndio em uma chave secionadora, ocasionado por um curto circuito, decorrente de ‘Ponto Quente’ que leva muito tempo até provocar ignição. Pelo fato não ter nenhum trabalhador no local, não foi identificado desde seu início.”, denuncia a FNU.

Que se cumpra a legislação
 FNU e CNE cobram providências da ANEEL, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), do Ministério de Minas e Energia (MME)no sentido de cumprir o que determina a Legislação, seja para empresa estatal ou empresa Privada. Que a Agência fiscalize e redistribua seu pessoal para cumprir seu papel de fato.

Enquanto todas as empresas da Eletrobrás já passaram por fiscalização, algumas instalações por mais de uma vez, a Taesa nunca foi fiscalizada. “Estamos aguardando uma comissão do porte da que esteve em Imperatriz no final de setembro na Eletronorte, (MME, Aneel,ONS, Eletrobras, Eletronorte) para fazer visita, inspeção no local e cobrar providências.

A FNU e CNE lançam a pergunta que não quer calar: Será que não caberia a aplicação da MP-577 nesse empreendimento da Taesa?


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