Mobilização no Rede Energia

Mobilização no Rede Energia
04 fevereiro 13:00 2013 Débora Piloni e Cecília Gomes

Grupo não cumpre com a palavra e, como resposta, Sinergia CUT realiza assembleia pela antecipação da Campanha Salarial 2013 e prepara mobilização pela Política de Emprego, PPR e outras pendências

Durante toda esta semana, entre os dias 04 e 08 de fevereiro, o Sinergia CUT realiza assembleias com os trabalhadores das empresas do Grupo Rede Energia com o objetivo de antecipar a Campanha Salarial. Durante as assembleias, que ocorrem nos locais de trabalho da base do Sindicato nas empresas Caiuá (Call Center), EDEVP, Nacional e EEB, serão distribuídas fitas pretas para os trabalhadores usarem enquanto persistir a indiferença da empresa.

Tudo isso se faz necessário devido à insustentável situação vivida pelos trabalhadores do Rede Energia. Antes, os problemas todos eram causados pela gestão temerária, que acabou falindo o grupo e que levou, em 31 de agosto de 2012, oito de suas empresas a sofreram intervenção pela Aneel através da Medida Provisória 577.

A luta
Diante desse fato, o Sinergia CUT participou de diversas reuniões com o interventor nomeado pela Agência, Sinval Gama, visando garantir as condições de trabalho aos trabalhadores e também a qualidade do serviço prestado á sociedade. Porém, agora, quem ignora as revindicações é justamente a atual gestão.

Um dos principais e urgentes assuntos tratados era a questão da Política de Emprego, que deveria ter sido discutida em 90 dias após a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2012. Porém, nada avançou. Ao contrário, os trabalhadores sentiram na pele a intensificação da precarização, reestruturação e a instabilidade por conta das Medidas Provisórias 577 e 579.

Mais: no último dia 15 de janeiro, o Sindicato solicitou reunião para tratar da PPR (Programa de Participação nos Resultados), uma vez que o período de apuração das metas terminou no dia 31 de dezembro passado. Marcada para o dia 30 de janeiro, a reunião foi desmarcada pela própria empresa sem qualquer explicação.

Sobre a PPR, o Sindicato irá solicitar expurgos, pois os indicadores não foram atingidos porque as condições de trabalho no Grupo Rede foram extremamente precarizadas nos últimos anos. O Sinergia CUT destaca que sem investimentos, com demissões e reestruturações, torna-se impossível atingir os indicadores estipulados. “O Grupo Rede quebrou e quem está pagando a conta são os trabalhadores, com anuência da Aneel. Uma situação que os trabalhadores repudiam.”, informa a direção do Sinergia CUT.

O luto
Sem atender as solicitações dos trabalhadores através do Sinergia CUT, a atual gestão vem empurrando com a barriga problemas apontados desde 2009 pelo Sindicato. “A sensação é de que esta gestão transitória está tirando o corpo fora desde o final do ano passado, quando foi divulgada a compra do Grupo Rede pela CPFL Energia/Equatorial”, observa a direção do Sinergia CUT. Os trabalhadores não podem ser penalizados por neste processo de compra do Grupo Rede. Por isso além da mobilização, o Sinergia CUT apresentará denúncia aos órgãos competentes.

Por tudo isso é que os trabalhadores do Rede Energia em todo o estado estarão unidos. Pela antecipação da Campanha Salarial rumo a um ACT digno aos trabalhadores.

  Categorias: