CS 2013: Nada de novo na nova rodada da CPFL Energia

CS 2013: Nada de novo na nova rodada da CPFL Energia
13 junho 18:03 2013 Lílian Parise, com informações da SG

Depois de horas de reunião, Sindicato rejeita proposta de PCS sem discussão, mudança na PLR e intenção de mexer na Política de Emprego

Apesar de horas de debates, deu em nada a terceira rodada de negociação entre o Sinergia CUT e a CPFL Energia, realizada nesta quinta-feira (13), em Campinas.  Os negociadores da empresa ocuparam toda a manhã com uma apresentação sobre o novo Plano de Cargos e Salários que deve ser implantado sem discussão.

“Em resumo, foi exatamente isso, uma apresentação de algo que a empresa já informou de antemão que não está em discussão”, afirmou a direção do Sindicato que, em seguida, repudiou o fato de a empresa não discutir a proposta com os representantes legítimos dos trabalhadores, que são os principais interessados. “Discordamos radicalmente da metodologia utilizada e do processo imposto pela CPFL”, informaram os sindicalistas na mesa de negociação.

Mudanças na PLR
Depois de um intervalo para um lanche na hora do almoço, os negociadores da CPFL retomaram a reunião para apresentar sua proposta para a PLR 2013. A intenção da empresa é aumentar o percentual do Resultado de Serviço (RS) de 1,1% para 1,15% como parâmetro para o montante a ser distribuído.

Do valor apurado do RS, 50% seriam mantidos como parcela fixa da PLR e os demais 50% seriam vinculados a metas a partir de outros indicadores. Para as empresas de Distribuição seriam quatro indicadores, com peso de 12,5% cada: DEC / FEC / Inadimplência e Contas a Pagar. Para a Geração e a Comercialização, seriam dois indicadores – com peso de 25% cada – que a CPFL só deverá informar na próxima reunião. 

Novamente o Sinergia CUT rechaçou a proposta da holding, por dois motivos: primeiro, porque a CPFL quer voltar a usar como metas novos indicadores além do Resultado de Serviço; depois, porque o aumento do montante do RS não é significativo no percentual total do mesmo. “Fica claro que a empresa insiste em não dividir os altíssimos lucros apresentados no balanço com os trabalhadores”, avaliou a direção do Sindicato.

Política de Emprego
Os representantes da empresa mantiveram a linha de reduzir conquistas, propondo uma discussão sobre o que é “reestruturação”. Para o Sinergia CUT, “o que a CPFL efetivamente quer é garantir com essa proposta que todo e qualquer impacto de processo de reestruturação não seja contado nos 2,5% de rotatividade”.

Por isso, os dirigentes não concordaram com a proposta. “Entendemos que a cláusula tem que ser melhorada a favor do trabalhador e não criar condições que permitam à CPFL demitir além do que já pratica atualmente”, ressaltaram.

Próximas rodadas
Ao final, os negociadores da CPFL desmarcaram a reunião agendada para o próximo dia 20 e transferiram a próxima rodada para o dia 27, uma quinta-feira, às 9h30. O calendário de negociação prevê duas novas rodadas nos dias 04 e 11 de julho próximo.

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