CS 2013: CPFL apresenta proposta que sequer repõe a inflação. Rejeitada!

CS 2013: CPFL apresenta proposta que sequer repõe a inflação. Rejeitada!
27 junho 14:10 2013 Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT

No final da quarta rodada, aparece o índice de 6% na proposta econômica. Para a PLR, holding coloca metas que fogem da governabilidade dos trabalhadores. Assim não dá!

A quarta rodada de negociação entre a CPFL e o Sinergia CUT aconteceu nesta quinta-feira (27). A empresa iniciou a reunião apresentando uma proposta de PLR em que se mantém a composição de 1,1% do Resultado de Serviço a ser distribuído de 01 a 04 salários, mais 1,1% da superação da meta do RS distribuído igual para todos.

O 0,08%, que segundo a CPFL será acrescido nos recursos a serem distribuídos, deverá ser atrelado a quatro indicadores na distribuição (DEC, FEC, Contas a Receber e Compensação), dois na geração e dois na comercialização. Para estes últimos, não foram apresentadas metas, somente a quantidade de indicadores. A aplicação do recurso deverá seguir a seguinte composição:

  • 0,02% caso cumpra 80% das metas;
  • 0,05% para 100% das metas;
  • 0,08% para 120% das metas.

“Além dos números em percentuais não garantirem efetivamente que a empresa está colocando mais recursos no programa, a CPFL voltou a insistir em colocar metas que não estão na governabilidade dos trabalhadores, tanto é que na geração e comercialização foram apresentados o número de indicadores, sendo dois por área, mas a empresa não trouxe as metas”, analisa a direção do Sindicato.

O dirigentes sindicais fizeram questão de observar na mesa que a empresa tem alto índice de rentabilidade, porém,  na hora de dividir parte dos lucros com os trabalhadores, não traz efetivamente nenhum recurso a mais para a proposta de PLR.

Outro ponto apresentado pela holding durante a quarta rodada foi a questão da CNH. Agora, a proposta é criar uma política que terá em seu conteúdo o pagamento integral para alteração de categorias na CNH, desde que essa condição seja de interesse e necessidade da CPFL. Isso porque, a empresa “se esqueceu” de que no ACT 2012/2013, havia se comprometido a apresentar em 90 dias uma proposta para renovação da CNH. Isso efetivamente não aconteceu.

O Sindicato reafirmou que a empresa tem que assumir os custos com a renovação da CNH de todos os trabalhadores que necessitam desta condição para exercer sua função na empresa.

Quanto á Política de Emprego, a CPFL propôs manter a atual a cláusula. “Voltamos a reafirmar nossa proposta contida na pauta dos trabalhadores de melhorar a Política de Emprego neste ACT, uma vez que há interpretações diferenciadas por parte da empresa quanto aos processos de reestruturação x quadro mínimo. Além disso, reivindicamos aumentar o efetivo de trabalhadores e extinguir a rotatividade”, explica a direção do Sindicato.

Enfim, o índice
Por fim, a CPFL apresentou o índice de reajuste para salários e benefícios: 6%. Detalhe: para os trabalhadores que forem admitidos/ demitidos ou transferidos de empresa dentro do próprio grupo, antes da database, o percentual a ser aplicado para o salários/benefícios será pró-rata.

Nesse ponto, o Sinergia CUT, por mais uma vez, interviu na rodada, discorrendo sobre reais números da CPFL, dos quais a presidência da holding se orgulha de apresentar ao mercado financeiro e aos acionistas.

Depois disso, o Sindicato rejeitou a proposta e repudiou o fato de a CPFL propor um índice que, além de não repor a inflação (6,87% pelo Dieese), não oferece aumento real. Repudiou também a questão do pagamento pro-rata.

Antes de encerrar a rodada, o Sindicato cobrou da empresa a negociação dos outros pontos da pauta dos trabalhadores. Próxima rodada está marcada para o dia 04 de julho, às 09h30.

  Categorias: