CS 2013: Propostas da Elektro são rejeitadas na mesa

01 julho 19:17 2013 Cecília Gomes

Reajustes chegaram a apenas 6,53% sobre salários e 6,8% sobre VA/VR. Sindicato repudia atitude da empresa em impor alterações nas escalas e exclusão de cláusula do PEA como condição para fechar ACT

Sinergia CUT, demais sindicatos e Elektro fizeram nesta segunda, 1º de julho, a quinta rodada de negociação da Campanha Salarial 2013, mas a empresa ainda não atendeu às reivindicações dos trabalhadores, e por este motivo, as duas propostas apresentadas nesta rodada foram rejeitadas.

A princípio, a Elektro ofereceu como reajuste os mesmos 6,5% sobre salários e benefícios. O Sindicato não concordou com a proposta, pois a reivindicação dos trabalhadores é o ICV Dieese (6,87%) com aumento real de 1,5%, o que totalizaria um reajuste de 8,47% sobre salários. Além disso, o Sindicato pleiteia um reajuste diferente para o vale alimentação, vale refeição e cesta básica, que seria o ICV Dieese para alimentação (11,84%) mais aumento real de 1,5%, totalizando 13,58% e pagamento simbólico de R$ 0,01 na tabela de participação.

Com tantas condições…
Outro motivo para a rejeição foi a atitude da empresa em colocar PEA – Plano de Especial de Aposentadoria, escala de linha viva, mudanças no horário do almoço e PLR como condições para negociação da Campanha Salarial.
A empresa quer extinguir a cláusula do PEA do ACT e transferir as indenizações para a cláusula 28 . Com isso, as indenizações estariam asseguradas apenas aos futuros aposentados desligados por iniciativa da empresa. Desta forma, os trabalhadores que quiserem se aposentar, por livre e espontânea vontade, não poderão mais dar entrada no INSS e seguir os encaminhamentos usados até então.

Os sindicatos ressaltaram que aceitam discutir o PEA, desde que o ACT seja prorrogado de 2015 para 2017 e que as mudanças passem a vigorar a partir de 2015. Mas, em sua contraproposta a empresa anunciou que não irá prorrogar o ACT. O Sindicato repudiou a atitude da Elektro de não responder às solicitações para esclarecimentos sobre o PEA, solicitado pro trabalhadores da Sede. O Sinergia CUT também repudiou o assédio das chefias sobre os trabalhadores  para evitar a aprovação do plano de luta.

Linha Viva / Horário de Almoço
Para Linha Viva, a Elektro propôs alterar a escala de maneira que os trabalhadores cumpram o horário de 7h30 às 17h, inclusive aos domingos). Seriam impactado 40 trabalhadores que atualmente cumprem jornada das 7h10 às 17h, de segunda a sábado e das 7h às 13h aos domingos.

Outra questão abordada foi o horário de almoço, que afetará 340 trabalhadores.  Para os trabalhadores que cumprem a escala 6x8x3 e 6x8x4, a proposta da Elektro é aumentar em meia hora a jornada, para a realização de uma hora contínua de almoço (Ex: das 7h às 15h30). O Sinergia CUT argumentou que para esses dois assuntos, a proposta viável seria discutir com os trabalhadores afetados pelas alterações, em assembleias específicas após a conclusão das negociações.

PLR… um caso surreal
A Elektro insiste em não cumprir a cláusula 4ª do ACT que determina que a PLR deve ser negociada até novembro do ano anterior. A empresa coloca este ponto dentro das negociações da Campanha Salarial e ainda por cima quer atrelar a garantia do adiantamento e os 90% da PLR 2011 à retirada de cláusulas do ACT, como PEA, escala de Linha Viva, horário de almoço do COD e assinatura da PLR 2013.

A empresa propõe manter a fórmula e percentual do Resultado de Serviço de 202, com garantia de piso mínimo de 90% sobre o valor pago individualmente em 2011, colocando como condição a assinatura da PLR dos gestores.

O Sinergia CUT propôs adotar os 90% da PLR 2011 para os moldes da PLR 2013, acrescentando a diferença dos valores da PLR 2011 que não foram pagos em 2012. Como contrapartida, o Sindicato assinaria a PLR dos gestores. O Sinergia CUT também reivindicou o pagamento da antecipação da PLR 2013 em julho, nos mesmos moldes do ano anterior.

O Sinergia CUT aproveitou para pedir que constasse em ata a reivindicação de separação entre as negociações da PLR e da Database, com o objetivo de garantir o pagamento da primeira parcela da PLR no final deste julho.

Todas essas propostas dos sindicatos foram rejeitadas. Após intervalo nas negociações, a Elektro apresentou sua segunda proposta:
– Reajuste de 6,53% nos salários e 6,8% no VA/VR e benefícios
– Escala de Linha Viva
– Horário de Almoço
– Revisão do PEA
– Somente irá garantir pagamento da primeira parcela da PLR no final de julho deste ano, caso toda a proposta seja aprovada até o dia 10 de julho.
– Descarta prorrogação do ACT até 2017.
Os sindicatos rejeitaram a proposta e nova rodada foi agendada para a próxima quinta (04).

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