CS 2013: Pauta específica de Furnas entra em discussão amanhã

CS 2013: Pauta específica de Furnas entra em discussão amanhã
14 agosto 16:36 2013 Nice Bulhões e Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral

Após a aprovação da Pauta Nacional do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do setor elétrico,  a Furnas Centrais Elétricas S/A convocou os representantes dos sindicatos para a primeira reunião visando a discussão da Pauta Específica da empresa. O encontro será realizado amanhã (15), às 10h. O Sinergia CUT participará da reunião.  A pauta nacional para 2013-2015 foi aprovada na última quinta-feira (08), em assembleias realizadas em todo o Brasil. Veja abaixo como ficou a proposta final apresentada em audiência de conciliação no TST e que traz 2,5% de aumento real. O prazo para a entrega da carta de oposição à taxa negocial vai de 03 a 06 de setembro.  

Histórico

Os trabalhadores de Furnas da base do Sinergia CUT nas cidades de Campinas, Itaberá, Estreito e Araraquara aprovaram nesta quinta (08) a proposta de acordo da Eletrobras apresentada na audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no último dia 07.

A proposta

A proposta garante a manutenção de todas as cláusulas do acordo passado para os próximos dois anos; um reajuste de 6,49% e um ganho real de 2,5%, sendo 0,8% em maio de 2013, 0,7% em janeiro de 2014 e 1,0% em setembro de 2014, mantendo a média dos aumentos reais conquistados nos últimos anos; o pagamento de quatro talões de tíquete 30 dias após a aprovação do acordo e mais quatro talões em maio de 2014; a correção da inflação para todos os benefícios, em maio de 2013 e maio de 2014; e o pagamento do adicional de periculosidade nos termos praticados em dezembro de 2012. 

A posição da holding basicamente reproduziu as premissas feitas pelo Ministro do TST, Carlos Alberto, durante a conciliação do dia 01 de agosto. Mesmo assim, a audiência não foi tranquila, exigindo o enfrentamento entre a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e o Coletivo Nacional dos Eletricitários com os representantes da Eletrobras, inclusive fazendo intervenções sobre a redação de algumas cláusulas, visando defender os direitos dos trabalhadores, especialmente no que diz respeito à periculosidade. 

A vitoriosa mobilização dos trabalhadores conseguiu desconstruir os argumentos da Eletrobras, de que era impossível continuar com a isonomia de direitos, ou seja, o objetivo era criar duas categorias de trabalhadores dentro da holding. O CNE nunca aceitou esse ataque e foi à luta em todos os momentos, mesmo no TST, fazendo a defesa de todos, encarando a instalação do dissídio com toda coragem, sem medo de perder. 

Valeu a luta!

O CNE, a FNU, o Sinergia CUT, demais sindicatos e, principalmente a categoria, enfrentaram com muita disposição a campanha salarial mais difícil dos últimos anos. Através da resistência e da força dos trabalhadores foi possível impor uma derrota a Eletrobras e ao Governo, dentro do TST, que se negavam terminantemente a negociar qualquer tipo de ganho real e buscavam a retirada de direitos. O panorama em todas as negociações era sombrio, sequer consideravam a possibilidade de ganho, apenas o IPCA. Contrariando aqueles que apostavam em um fracasso econômico, os trabalhadores se mobilizaram e realizaram um movimento grevista robusto, que mostrou o grau de descontentamento da categoria.

 Taxa Negocial

Os trabalhadores têm prazo de 03 a 06 de setembro para entregar carta de oposição à cobrança da taxa negocial/contribuição assistencial. As cartas devem ser protocoladas na sede ou nas macrorregiões do Sinergia CUT, nos horários compreendidos das 9h às 12h e das 14h às 17h.

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