CS 2013: continua a greve na IE Pinheiros

CS 2013: continua a greve na IE Pinheiros
20 setembro 12:20 2013 Débora Piloni

Sem acordo na audiência de conciliação, juiz concede liminar garantindo a manutenção da greve, iniciada pelos trabalhadores em 02 de setembro passado

Aconteceu na quinta-feira (19) a audiência de conciliação e instrução do dissídio coletivo da IE Pinheiros, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas. Logo de início, o desembargador Henrique Damiano falou sobre a reivindicação do Sindicato, referente à equiparação dos benefícios para trabalhadores do mesmo grupo econômico (no caso, IE Pinheiros e CTEEP), citando pontos da Constituição que garantem esse direito.

O representante da empresa, mais uma vez, argumentou que a IE Pinheiros é uma empresa nova, e que somente contratou trabalhadores porque a CTEEP não poderia operar concessão diretamente.

Dirigentes do Sinergia CUT rebateram essa posição, reafirmando que, se a IE Pinheiros estivesse sendo operada por trabalhadores da CTEEP, estes estariam sendo abrangidos pelo ACT da transmissora. “Ou seja, a criação de uma nova empresa só caracteriza o objetivo de rebaixar salários e benefícios mantendo os lucros aos seus acionistas”, defendeu a direção do Sindicato.

Foi, então, iniciada uma tentativa de negociação, hora em que o Sinergia CUT expôs a pauta com os principais pontos: piso e reajuste salarial, Gratificação de Férias, VA/VR, Gerenciamento de Pessoal, PLR, Adicional de Turno e Bolsa de Estudos.

Sem consenso, greve continua…
Não houve consenso entre empresa e Sindicato para as propostas apresentadas durante a audiência. Com isso, o desembargador concedeu liminar garantindo a manutenção da greve com quadro mínimo de 50% dos trabalhadores. Apesar do exaspero demonstrado pela empresa, o juiz manteve sua posição, afirmando também que a PLR será arbitrada pelo tribunal. O julgamento ainda não foi marcado.

… com luta contínua, até a vitória!

A greve dos trabalhadores da IE Pinheiros foi instaurada no dia 02 de setembro. De lá para cá, houve tentativa de negociação na mesa e a audiência de conciliação.  Porém, até agora, nenhum acordo saiu. Conclusão: a união dos trabalhadores e a disposição de luta demonstrada até aqui serão fundamentais para reverter essa situação.

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