Recomeçam as discussões do segundo dia da Oficina da CS 2014

Recomeçam as discussões do segundo dia da Oficina da CS 2014
13 fevereiro 10:40 2014 Débora Piloni

Depois de debaterem os cenários político e econômico do país durante todo o dia de ontem, dirigentes reabrem a Oficina nesta quinta (13) para traçar as estratégias da luta

A direção do Sinergia CUT permanece reunida no hotel Nacional Inn, em Campinas para o segundo dia de discussões e debates visando traçar as estratégias de luta para garantir uma Campanha Salarial vitoriosa para a categoria energética do estado de São Paulo.

Logo após realizar a abertura do evento, o secretário Geral do Sinergia Carlos Alberto Alves passou a palavra para Gentil Teixeira de Freitas, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (Ftiuesp) e do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT.

Acordo Coletivo X Convenção Coletiva
Freitas iniciou o debate explanando sobre os modelos de negociação existentes: Acordo Coletivo e Convenção Coletiva. Para dar o pontapé no debate, ele relembrou a história dos energéticos de SP e das consequências das privatizações.

“Antes da privatização, negociávamos com duas ou três empresas do estado. A categoria energética era unida e forte. As mobilizações, protestos e greves liderados pelo Sindicato recebiam o apoio total dos trabalhadores. Mas, essa união foi sendo fragilizada na medida em que as empresas foram sendo repartidas e vendidas”, observou o sindicalista.

As negociações salariais, desde sempre, são realizadas por empresa. Na database, cada entidade sindical negocia e fecha com cada energética o Acordo Coletivo de Trabalho dos trabalhadores de suas bases. Segundo Freitas, esse modelo tem ficado ultrapassado, pois divide ainda mais a categoria.

“Agora, são mais de 60 empresas no estado. Não bastasse estar dividida por empresa, a categoria fica separada também na hora de negociar. Na mesa, estamos segregados. Dessa forma, a impressão que dá a todos é que o movimento sindical está enfraquecido, sem meios para avançar nas conquistas e direitos dos trabalhadores”, afirma Gentil de Freitas. E ele levanta a seguinte questão: “Não está na hora de tentar mudar essa lógica, unindo novamente a categoria através de uma negociação coletiva com fechamento de uma Convenção Coletiva?”

Após suscitar o assunto, a questão foi passada para discussão entre os dirigentes sindicais presentes nesta Oficina da Campanha Salarial. Muitas considerações foram levantadas e, como Sindicato democrático, transparente e ousado, o Sinergia CUT levará a questão junto aos trabalhadores em reuniões e assembleias nos locais de trabalho. Esse debate só está começando.

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