8ª Marcha da Classe Trabalhadora

8ª Marcha da Classe Trabalhadora
09 abril 12:15 2014 Matéria: CUT Nacional - Fotos: Roberto Claro



... Centrais ocupam ruas de São Paulo nesta quarta (9) em defesa da pauta da classe trabalhadora. Concentração começou às 10 horas, na Praça da Sé e segue até o vão do Masp, na Avenida Paulista. Sinergia CUT está lá!



A CUT e as demais centrais sindicais realizam nesta quarta (09), na capital paulista, a 8ª Marcha da Classe Trabalhadora, por mais direito e qualidade de vida.

A pauta tem como principais pontos o fim do fator previdenciário, a redução dos juros e do superávit primário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o combate ao PL 4330, que amplia a terceirização, e a igualdade de oportunidades para homens e mulheres.

As centrais divulgaram um documento que será entregue à presidenta Dilma Rousseff, aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior do Trabalho e retoma a “Agenda da Classe Trabalhadora para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”, construído em 2010, durante ato no estádio do Pacaembu.

Nesta marcha, os trabalhadores defendem também a manutenção da política de crescimento com distribuição de renda adotada na última década e conquistas como a valorização permanente do salário mínimo, resultado da luta conjunta do movimento sindical.

“A Europa está vivendo os problemas atuais porque adotou medidas extremamente conservadoras em sua economia, contra os trabalhadores, e agora colhe resultados ruins. Nosso país só cresceu nos últimos anos porque resolveu enfrentar a pobreza e promover a inclusão social. Esse é o caminho do crescimento e não a política de aumento de juros”, disse Sérgio Nobre, Secretário Geral da CUT.

A marcha ocorre em São Paulo e tem dois eixos como base: um trabalhista, para a ampliação e contra o retrocesso de direitos, e o outro sobre questões estruturais que impactam a população como transporte, saúde e educação de qualidade.

Para Nobre, é preciso pressionar os governos em todas as instâncias – citou como exemplo a negociação com os servidores públicos, que não ocorre tanto por parte do governo federal quanto estaduais e municipais – e também os empresários, que apesar de beneficiados por políticas de desoneração fiscal, mantém alta rotatividade de mão de obra no país.

Confira a pauta completa da marcha:

– Manutenção da política de valorização do salário mínimo;
– Redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário
– Fim do fator previdenciário
– 10% do PIB para a educação
– 10% do Orçamento da União à saúde
– Reforma agrária e agrícola
– Regulamentação da Convenção 151 da OIT (Negociação coletiva no setor público)
– Combate à demissão imotivada, com aprovação da Convenção 158 da OIT
– Igualdade de oportunidades e de salários entre homens e mulheres
– Valorização das aposentadorias
– Redução dos juros e do superávit primário
– Correção e progressividade da tabela do Imposto de Renda
– Não ao Projeto de Lei 4330, da terceirização
– Transporte público de qualidade
– Fim dos leilões do petróleo

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