CS 2014: Sindicato aguarda a proposta final da Taesa

15 agosto 16:41 2014 Débora Piloni

Depois de muitas idas e vindas, caminhou  a negociação da Campanha Salarial 2014 entre a Taesa e o Sinergia CUT. Vale ressaltar que esta empresa, com data-base em março, agendou a primeira rodada de negociação somente para 29 de abril de 2014.

Na ocasião,  informou que já tinha implementado o reajuste de 7% para os trabalhadores no mês de março e apresentou a seguinte proposta:

• Sobreaviso: inclui cláusula no ACT;
• Piso salarial: Engenheiro: R$ 6.150,00; Técnico I: R$ 2.742,00; Técnico II: R$ 3.513,00, Técnico III: R$ 4.612,00, Eletricista I: R$ 1.553,00; Eletricista II: R$ 2.039,00 e Eletricista III: R$ 2.677,00;
• PLR: 2,9 salários já distribuídos para todos os trabalhadores.

Proposta rejeitada
O Sinergia CUT rejeitou a proposta na mesa e os trabalhadores se dispuseram a realizar mobilizações caso fosse necessário para avançar nas conquistas.

Após a única rodada de negociação e, devido ao silêncio por parte da empresa, o Sindicato cobrou através de cartas, emails e telefonemas a continuidade da mesa de negociação.

O retorno
A Taesa respondeu por e-mail, concedendo o reajuste de 13,08% na cesta de Natal (passando para R$ 294) e informando que estudaria a concessão do auxílio-creche, dando uma posição para o Sindicato até 27 de julho. Além disso,  manteve o beneficio VA/VR sem reajuste, uma vez que o mesmo foi retirado das demais empresas do grupo CEMIG.

Nova cobrança do Sindicato
Nova carta foi enviada cobrando a posição da empresa quanto às pendências da mesa: pagamento de auxílio creche; reajuste de 7% no VA/VR e pagamento proporcional (1/12) da PLR para os trabalhadores que têm menos de 6 meses de registro (CLT).

No último dia 5 deste mês de agosto, a Taesa respondeu, através de email, que não seria possível a inclusão do beneficio Auxílio Creche neste momento, permitindo a discussão deste tema numa próxima negociação. Solicitou ao Sindicato a elaboração do texto do Acordo Coletivo, porque no seu entendimento, as demais cláusulas já teriam sido discutidas.

O Sinergia CUT prontamente respondeu solicitando ainda reunião para discussão do reajuste no VA/VR, bem como o pagamento proporcional da PLR aos trabalhadores com menos de seis meses de emprego.

Já no último dia 14, a empresa reafirmou que não será possível reajustar o VA/VR agora, uma vez que, em o outras bases, o beneficio foi extinto. Sobre a PLR manifestou que, para 2014, concorda no pagamento proporcional aos  trabalhadores com menos de seis meses de registro.

Oficialização da proposta
O Sinergia CUT aguarda a manifestação oficial por parte da empresa sobre esta proposta final. Tão logo isso ocorra, a proposta será avaliada pela direção sindical e depois  encaminhada  para deliberação dos trabalhadores em assembleias. Fique ligado.

A empresa não dá nada, a gente que conquista!

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