Bira Dantas: Brasil, país homenageado pelo Festival de Quadrinhos da Argélia!

Bira Dantas: Brasil, país homenageado pelo Festival de Quadrinhos da Argélia!
15 setembro 17:40 2014 Bira Dantas

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Por Bira Dantas

“Depois de ter minha adaptação de D.Quixote (Escala Educacional) selecionada como “melhor projeto” no festival do ano passado, e de minha HQ “WAR” ser selecionada em 2012, fui convidado a fazer parte do juri de premiação do Fibda deste ano.
O Brasil é o país homenageado.

Para mostrar aos argelinos um pouco da nossa história, estou montando uma Linha do Tempo com Laurent Mélikian e o pintor e cenarista argelino Arezki Larbi. Centenas de capas e verbetes contarão a história da HQ (“Brasil em Quadrinhos de Angelo Agostini aos dias de hoje”) em mais de 30 metros de parede.

Exibiremos o Documentário “Desvendando Angelo Agostini” (dirigido por mim e Artie Oliveira), que fala de Agostini e dos 30 anos da AQC! Este documentário, traduzido por Maria Luiza Nery, tem áudio em francês (voz de Ananias Issenguel) e legendas em francês, já que esta é a segunda língua do país.

Participo também da exposição de quadrinhistas brasileiros organizada pelo Eduardo Pinto Barbier, criador do fanzine -várias vezes premiado- La bouche du monde. Nesta exposição, páginas de Quadrinhos de Rafael Coutinho, Ana Luiza Koehler, Fábio Moon, Gabriel Bá, Andre Diniz e minhas; além de uma exposição especial de Mauricio de Sousa, irão para as paredes do Festival.

No ano passado, além de levar o trabalho de um grupo de quadrinhistas independentes brasileiros como Marcatti, Laudo Ferreira Jr., Daniel Esteves, Will Sideralman, Raphael Fernandes, Will, Caio Yo, Mario Cau, André Diniz, Fabiano Carriero, a Editora Devir gentilmente cedeu boas dezenas de seus melhores títulos do Quadrinho nacional. Uma bela coleção que certamente será apresentada aos milhares de visitantes do Festival na Esplanade Riadh, em Argel, capital do país.

Parabéns a Sonia Maria Bibe Luyten que montou no Museu Afro (em Sampa) uma exposição sobre quadrinhos africanos em 2009 e ao Eduardo Barbier que há anos vem plantando sementes neste festival que une, de forma definitiva, o Brasil ao continente africano.”

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