“Banana pra ele!” Gerente da Eletronorte acusado de racismo é afastado do cargo

13 março 11:15 2015 Débora Piloni, com informações do Sindinorte

Em repúdio à atitude discriminatória, trabalhadores aprovaram plano de luta com mobilização no dia 16. Pressão da categoria surtiu efeito

Os trabalhadores das equipes de manutenção e apoio da Eletronorte em Altamira (PA), vivenciaram um ato de racismo cometido por um dos gerentes da empresa e não deixaram o fato passar desapercebido. O caso foi denunciado à Intersindical Norte (Sindinorte), que reuniu os trabalhadores de toda a empresa e, junto com a categoria, aprovou um Plano de Lutas com uma mobilização intensa já para a próxima segunda-feira (16). Em função do repúdio das entidades sindicais e do protesto marcado, a Eletronorte já abriu sindicância e afastou do cargo o gerente denunciado.

Considerando o afastamento, a Intersindical Norte orientou aos sindicatos que suspendam a paralisação do dia 16, já que um dos objetivos foi atingido.

Entenda o caso
Segundo os trabalhadores da Eletronorte, durante uma reunião de planejamento para um serviço de desligamento em Altamira, o gerente da divisão teria cometido um ato de racismo: ao ser questionado sobre o fornecimento de alimentação para aqueles que trabalhariam em um domingo das 09h da manhã às 15h, o gerente simplesmente teria respondido que os trabalhadores deveriam sair de suas residências já alimentados e que ele mesmo iria comprar cachos de banana para fornecer a cada um.

Essas palavras discriminatórias causaram revolta e muita insatisfação aos presentes na reunião, que se sentiram ofendidos e pediram medidas imediatas contra essa arbitrariedade à Diretoria da Eletronorte. “Sabemos que a empresa em seu Código de Ética preserva o seu compromisso de igualdade com todos os e todas trabalhadores(as), privilegia tratar todos(as) com cordialidade e respeito; respeitar e valorizar a diversidade social e cultural e das diferenças individuais, dispensando a todas as pessoas tratamento equânime, sem preconceitos de origem social, cultural, étnica ou relativos a gênero, idade, religião, opinião política, orientação sexual, condição física, psíquica e mental, nem qualquer outra forma de discriminação”, afirma o boletim do Sindinorte.

Uma sindicância para a investigação do caso foi aberta e, com a pressão, união e com a razão evidente dos trabalhadores, não restou outra alternativa à empresa a não ser afastar o gerente acusado durante o período de apuração.

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